

Primeira Turma do STF mantém posição pela prisão do ex-presidente | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
24 de novembro de 2025 – A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria, nesta segunda-feira (24), para manter a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro. O julgamento ocorre em sessão virtual extraordinária e já recebeu votos favoráveis dos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin. A ministra Cármen Lúcia, que completa o colegiado, tem até as 20h para registrar seu voto.
>>>SIGA O YOUTUBE DO PORTAL TERRA DA LUZ <<<
Bolsonaro foi detido na manhã de sábado (22) após tentar violar sua tornozeleira eletrônica com um ferro de solda. Em audiência de custódia, confessou o ato e atribuiu o comportamento a uma “paranoia” causada pela interação de medicamentos.
Na decisão inicial, Moraes destacou que a tentativa de violação, somada a uma vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em frente ao condomínio onde o ex-presidente cumpria prisão domiciliar, indicava risco de fuga.
“O condenado buscou romper a tornozeleira para garantir êxito em sua fuga, facilitada pela confusão causada pela manifestação”, afirmou Moraes ao justificar a prisão preventiva “para garantir a aplicação da lei penal”.
Moraes foi o primeiro a votar e reiterou que Bolsonaro teria descumprido medidas cautelares de forma “dolosa e consciente”. Ele citou ainda a confissão do ex-presidente sobre ter mexido no dispositivo, caracterizando “falta grave” e “desrespeito à Justiça”.
O ministro Flávio Dino acompanhou o voto, mencionando não apenas a violação da tornozeleira, mas também episódios recentes envolvendo aliados do ex-presidente, como as fugas de Carla Zambelli, Alexandre Ramagem e Eduardo Bolsonaro. Para Dino, tais ocorrências demonstram “profunda deslealdade com as instituições pátrias”.
Sobre a vigília convocada por Flávio Bolsonaro, Dino argumentou que atos desse tipo costumam reunir grupos que agem de forma “descontrolada”, com risco de confrontos e até repetição de cenas semelhantes às do 8 de janeiro.
“Não se trata de um encontro meramente religioso. A realidade tem mostrado retóricas de guerra, ódio e possibilidades de violência”, escreveu.
A defesa de Jair Bolsonaro sustentou que a violação da tornozeleira resultou de “confusão mental” causada pela interação indevida de medicamentos para soluços. Segundo os advogados, o vídeo entregue pela Seape mostraria fala lenta e comportamento desorientado, “incompatíveis com tentativa de fuga”.
Os defensores afirmam ainda que, mesmo que o dispositivo parasse de funcionar, Bolsonaro não conseguiria deixar o condomínio, que é monitorado continuamente pela Polícia Federal.
Desde sábado, o ex-presidente está preso em cela especial na Superintendência da PF, em Brasília.
Leia também | Ramagem diz estar “seguro” nos EUA com anuência americana após fugir do Brasil
Tags: STF, Jair Bolsonaro, Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia, prisão preventiva, tornozeleira eletrônica, Polícia Federal, Superintendência da PF, julgamento virtual, Primeira Turma STF, política nacional, crise institucional, manifestação de apoiadores, Flávio Bolsonaro, 8 de janeiro, segurança pública, decisão judicial, direito penal, descumprimento de medidas cautelares, Brasília, caso Bolsonaro, notícias políticas