

Presidente iraniano Masoud Pezeshkian durante pronunciamento em que anunciou a suspensão de ataques contra países vizinhos do Golfo | Foto: Reuters
07 de março de 2026 – O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou neste sábado que o país pretende cessar ataques contra nações do Golfo Pérsico. Em pronunciamento transmitido pela televisão estatal, o líder iraniano pediu desculpas aos países vizinhos atingidos durante a recente escalada de tensão no Oriente Médio.
Segundo Pezeshkian, a orientação foi comunicada às forças armadas iranianas e prevê que novas ofensivas contra países da região só ocorram caso esses territórios sejam utilizados para lançar ataques contra o Irã.
“Peço desculpas pessoalmente aos países vizinhos que foram atacados pelo Irã. Não temos a intenção de atacar nações da região. Como já disse repetidamente, eles são nossos irmãos”, declarou o presidente.
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Durante o discurso, Pezeshkian destacou que a decisão busca diminuir a instabilidade regional e reforçou a necessidade de diálogo diplomático entre os países do Oriente Médio.
De acordo com ele, o conselho de liderança que governa temporariamente o Irã informou às forças militares que ataques e lançamentos de mísseis contra países vizinhos devem ser interrompidos, salvo em caso de ameaça direta.
O presidente também pediu que os países do Golfo evitem participar de ações que possam ampliar o conflito, afirmando que a região não deve se tornar “instrumento nas mãos do imperialismo”.
A declaração ocorre após uma semana marcada por intensos bombardeios iranianos contra países do Golfo, o que levou ao fechamento do espaço aéreo em diversas áreas da região e provocou a retirada de viajantes do Oriente Médio.
O aumento das tensões começou após uma série de ataques realizados pelos Estados Unidos e por Israel contra alvos iranianos, em meio a disputas envolvendo o programa nuclear do país.
Em resposta, o governo iraniano iniciou ofensivas contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
A crise se agravou após a confirmação da morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, anunciada pela mídia estatal após os bombardeios. O governo iraniano prometeu uma retaliação considerada uma das mais intensas da história recente.
Os Estados Unidos reagiram às ameaças e alertaram para possíveis consequências caso novos ataques sejam realizados, mantendo o cenário de tensão na região.
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