

Antes da agressão à Gabriela Samadello, um processo administrativo já havia sido aberto contra Demétrius Macedo para apurar denúncias de hostilidade com outra funcionária da repartição | Foto: reprodução
O procurador Demétrius Oliveira de Macedo, de 34 anos, foi preso na manhã desta quinta-feira (23/06), em São Paulo. A justiça havia determinado a detenção dele na quarta (22/06), por ter espancado a chefe Gabriela Samadello Monteiro de Barros, de 39, durante expediente na sede da Procuradoria Geral do Município de Registro, em São Paulo.
Após o procurador ter sido encontrado, o delegado-geral de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, informou em entrevista que Demétrius havia se internado em uma clínica. O procurador passará pelo Palácio da Polícia na capital paulista, onde será cumprido o mandado de prisão, depois pelo Instituto Médico Legal (IML) para exame de corpo de delito, e então será conduzido a Registro, onde permanecerá preso.
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O governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (PSDB), usou as redes sociais para informar a prisão. “Que a Justiça faça a sua parte agora e use contra ele todo o peso da lei. Agressor de mulher vai pra cadeia aqui em SP. Denuncie sempre”, escreveu no Twitter.
A polícia de Registro esteve na casa do agressor no mesmo dia em que foi decretada a prisão, mas ele não havia sido encontrado.
Na manhã desta quinta, inclusive, os policiais 1º DP do município estavam em campo atrás do procurador, que acabou sendo detido na capital paulista.
A prisão do procurador foi pedida do delegado Daniel Vaz Rocha, que está responsável pelo caso. A autoridade policial apontou que o acusado “vem tendo sérios problemas de relacionamento com mulheres no ambiente de trabalho, sendo que, em liberdade, expõe a perigo a vida delas, e consequentemente, a ordem pública”.
Funcionário da prefeitura de Registro filmaram o momento em que o procurador Demétrius Macedo agrediu a chefe Gabriela Samadello durante o expediente. Ele deu socos, chutes, e xingou a procuradora dentro do ambiente de trabalho. A procuradora foi ferida na cabeça. A ação foi filmada por funcionários da prefeitura. O inquérito policial instaurado para apurar o caso reuniu fotos e vídeos da agressão, além do depoimento da procuradora-geral, para fundamentar o pedido de prisão preventiva.
Antes da agressão à colega, um processo administrativo já havia sido aberto contra Macedo para apurar denúncias de hostilidade com outra funcionária da repartição. A servidora tinha relatado que estava com medo de trabalhar no mesmo ambiente que o procurador.
Por Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil – São Paulo
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