

Coluna de fumaça se eleva sobre Teerã após ataque durante escalada da guerra no Oriente Médio | Foto: Atta Kenare/AFP
14 de março de 2026 – A guerra no Oriente Médio já deixou mais de 2 mil mortos, entre civis e militares, desde o início dos confrontos envolvendo o Irã e seus adversários regionais, segundo estimativas divulgadas por veículos internacionais. O conflito entrou na terceira semana sem sinais de cessar-fogo.
Entre os episódios mais recentes está um ataque atribuído a Israel que atingiu um centro de saúde na cidade de Borj Qalaouiye, no sul do Líbano. De acordo com o Ministério da Saúde libanês, pelo menos 12 profissionais de saúde morreram na ofensiva.
O aumento do número de vítimas reforça a preocupação internacional com a expansão do conflito para vários países da região.
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O país mais afetado até o momento é o Irã. Segundo informações apresentadas pelo embaixador iraniano na Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 1.300 pessoas morreram desde o início da guerra.
Dados divulgados pela agência Human Rights Activists News Agency (HRANA), sediada nos Estados Unidos, indicam que 1.298 civis — incluindo 205 crianças — e 1.122 militares teriam sido mortos no território iraniano. As autoridades do país não atualizam oficialmente os números há mais de uma semana.
No Líbano, o Ministério da Saúde informou que 773 pessoas morreram desde o início das ofensivas israelenses contra o país. Entre as vítimas estão 103 crianças, segundo dados oficiais.
Já em Israel, pelo menos 15 pessoas morreram, incluindo vítimas de um ataque com míssil contra um prédio residencial na cidade de Beit Shemesh e dois soldados mortos em operações militares no sul do Líbano.
O conflito também provocou baixas entre militares estrangeiros. Os Estados Unidos confirmaram a morte de 13 soldados desde o início da guerra.
Entre eles estão seis militares que morreram após a queda de um avião de reabastecimento no território do Iraque. Outros seis soldados americanos morreram em um ataque atribuído ao Irã contra um centro de operações no Kuwait.
Além dos países diretamente envolvidos, outros Estados do Golfo também registraram vítimas relacionadas aos ataques e aos efeitos colaterais do conflito.
Entre os casos confirmados estão mortes no Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Omã e Arábia Saudita. Os episódios incluem ataques com drones, mísseis interceptados que caíram em áreas residenciais e incidentes envolvendo navios petroleiros.
Especialistas alertam que a continuidade das hostilidades pode ampliar ainda mais o número de vítimas e gerar impactos políticos e econômicos em escala global, especialmente no mercado de energia.
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