

Desfiles do Grupo Especial de São Paulo no Anhembi foram marcados por atrasos e incidentes na primeira noite | Foto: Leo Franco e Natália Rampinelli/ AgNews
14 de fevereiro de 2026 – A primeira noite de desfiles do Grupo Especial do Carnaval de São Paulo, realizada na sexta-feira (13), foi marcada por uma sucessão de problemas que comprometeram o cronograma e chamaram a atenção do público. A passagem das escolas pelo Sambódromo do Anhembi teve atrasos, desmaio de integrante e até briga que resultou na retirada de uma participante do desfile.
Ao todo, sete agremiações cruzaram a passarela, com apresentações que oscilaram entre desfiles competitivos na briga pelo título e outros que indicam dificuldades para escapar do rebaixamento ao Grupo de Acesso 1.
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A primeira escola a entrar na avenida foi a Mocidade Unida da Mooca, que estreou na elite do carnaval paulistano com o enredo “Gèlèdés – Agbara Obinrin”. O desfile teve como ponto alto a bateria Chapa Quente, mas também apresentou falhas de evolução, obrigando alas a acelerarem o passo para evitar estouro do tempo.
Antes mesmo da entrada no Anhembi, a escola se envolveu em uma polêmica com a modelo Mulher Pera, que discutiu com a diretoria após chegar à concentração com fantasia diferente da prevista. A agremiação ofereceu outro posto no desfile, recusado pela modelo, que acabou fora da apresentação. Um efeito de água em uma das alegorias ainda provocou atraso no cronograma.
A segunda escola da noite foi a Colorado do Brás, com o enredo “A Bruxa Está Solta! Senhoras do Saber Renascem na Colorado”. O desfile transcorreu sem grandes problemas e teve destaque para a comissão de frente, que encenou um ritual de bruxas, além de uma alegoria com referências da cultura pop.
Na sequência, a Dragões da Real apresentou o enredo “Guerreiras Icamiabas: Uma Lendária História de Força e Resistência”. Tecnicamente correto, o desfile reforçou o favoritismo da escola da zona oeste na disputa pelo título deste ano.
A quarta escola a desfilar foi a Acadêmicos do Tatuapé, com o enredo “Plantar para Colher e Alimentar, Tem Muita Terra Sem Gente, Tem Muita Gente Sem Terra!”. Um problema em uma das alegorias, que derramou óleo na pista, aumentou o atraso da programação.
A equipe técnica da Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo precisou espalhar areia no chão para garantir a segurança do desfile seguinte, o que fez a próxima escola entrar quase uma hora depois do horário previsto.
Atual campeã, a Rosas de Ouro teve uma noite complicada. Durante a espera na concentração, um integrante da comissão de frente desmaiou e não pôde desfilar. Como o personagem fazia parte central do enredo sobre o zodíaco, a escola pode sofrer punições em dois quesitos.
Além disso, a Rosas de Ouro já começará a apuração com meio ponto a menos por atraso na entrega de documentos exigidos pelos jurados, o que aumenta o risco de brigar contra o rebaixamento.
O Vai-Vai, maior campeão do carnaval paulistano, entrou no Anhembi já na manhã deste sábado (14), em função dos atrasos acumulados. A escola apresentou o enredo “Em Cartaz: A Saga Vencedora de um Povo Heroico no Apogeu da Vedete da Pauliceia”, com destaque para a força da comunidade, mas quesitos plásticos abaixo do esperado.
Encerrando a noite, a Barroca Zona Sul levou para a avenida o enredo “Oro Mi Maió Oxum”, em homenagem à orixá Oxum. A escola voltou a apresentar problemas de evolução, abriu um grande espaço à frente de uma alegoria e ainda teve dificuldades no recuo da bateria, encerrando uma noite marcada por imprevistos do início ao fim.
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