

O programa de retorno à lua prevê, em meados de 2025, pousar a primeira mulher e a primeira pessoa negra no nosso satélite natural | Foto: Joel Wowsky/NASA
Demorou meses, em virtude de atrasos que não estavam planejados, mas finalmente a NASA deu início ao primeiro passo do programa que promete retornar humanos à Lua, na madrugada desta quarta-feira (16/11).
Pouco antes do lançamento, técnicos encontraram vazamentos de hidrogênio e a contagem regressiva ficou suspensa até que os ajustes fossem feitos. Mas, finalmente, o foguete partir da Terra em direção ao nosso satélite natural.
Por enquanto, a Artemis I é uma missão não tripulada: nenhum ser-humano está a bordo do “mais poderoso foguete” construído pela agência espacial, o Space Launch System – SLS (em português, Sistema de Lançamento Espacial).
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Mas se tudo ocorrer como planejado desta vez, a expectativa é que em 2025, esse mesmo megafoguete leve astronautas de volta ao solo lunar em quase 50 anos, incluindo a primeira mulher e a primeira pessoa negra.
A missão Artemis I deve durar cerca de um mês. A cápsula tripulável. chamada de Orion, leva três manequins. Dentro dela há mais de 1.000 sensores. Um dos principais objetivos da Nasa é medir fatores como a vibração dentro dessa cápsula, a aceleração e a radiação. Além disso, os cientistas também querem saber se a cápsula sobreviverá as altíssimas temperaturas de reentrada na Terra.
Se tudo der certo, a agência planeja uma viagem tripulada com a Artemis 2 ao redor da Lua em 2024 e, finalmente, uma missão de pouso com a Artemis 3 em meados de 2025 ou 2026;
A longo prazo, com o sucesso dessas missões, a Nasa planeja “estabelecer a presença humana na Lua” para facilitar viagens espaciais a destinos mais distantes da Terra, incluindo Marte.
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É um programa de missões lunares liderado pela Nasa, a agência espacial norte-americana.
Seu nome deriva da deusa grega Artemis, irmã gêmea do deus Apolo, que deu o nome às missões originais de pouso na Lua, nos anos 1960.
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O programa visa pousar “a primeira mulher e a primeira pessoa de cor na Lua” em meados desta década. Antes disso, a Nasa planeja duas missões de ensaio ao redor da Lua.
A primeira acontece agora e não é tripulada. A segunda deve acontecer em 2024 e aí sim será tripulada, embora não pousará no satélite natural.
No futuro mais distante, a Nasa planeja ainda não apenas explorar a superfície da Lua, mas também estabelecer a presença humana em sono lunar e construir uma estação espacial chamada Gateway.
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