

Homem se desespera ao olhar o mercado de ações em uma corretora de Xangai, na China | Foto: Yin Liqin/CNS via REUTERS
Com o mercado financeiro abalado pelas novas tarifas impostas pelos Estados Unidos, empresas estatais chinesas anunciaram uma série de medidas para estabilizar a bolsa de valores. Entre as estratégias estão o aumento de investimentos em ações, programas de recompra de papéis e fortalecimento de fundos estatais.
A China Chengtong Holdings Group e a China Reform Holdings Corp prometeram aumentar participações em ações e ETFs, movimento que ocorre um dia após o fundo Central Huijin declarar que elevará suas aquisições acionárias para conter a volatilidade do mercado.
As medidas surtem efeito imediato: o índice de referência da bolsa chinesa (.SSEC) registrou recuperação nas negociações da manhã desta terça-feira (8), após uma queda de 7% no dia anterior, provocada pelo temor de uma nova guerra comercial e uma possível recessão global.
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Na semana passada, os EUA impuseram tarifas adicionais de 34% sobre produtos chineses. Em resposta, a China anunciou retaliações na mesma medida, elevando também suas tarifas para 34%.
A China Reform Holdings afirmou que vai destinar 80 bilhões de yuans (cerca de US$ 10,95 bilhões) para investimentos em empresas estatais e de tecnologia, com foco em programas de recompra de ações. Já a China Electronics Technology Group seguirá o mesmo caminho, intensificando a recompra de ações em suas subsidiárias listadas.
Outras companhias como Sinopec, Orient Securities, Intco Recycling Resources, Spring Airlines e China Pacific Insurance também anunciaram planos de recompra de ações e aumento de investimentos em setores estratégicos, como forma de mostrar confiança nas perspectivas econômicas do país.
O Banco Central da China manifestou apoio às ações do Central Huijin e garantiu liquidez e canais de financiamento para conter a volatilidade. Segundo o fundo estatal, “agiremos de forma decisiva quando necessário”.
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