
Tecnologia imersiva permite visitas virtuais a imóveis e tem acelerado vendas no mercado imobiliário do Nordeste | Foto: divulgação
16 de janeiro de 2026 — O mercado imobiliário do Nordeste brasileiro vive um ciclo de expansão em 2025, impulsionado não apenas pelo aumento da demanda por moradia urbana, mas também pela adoção acelerada de tecnologias digitais nas estratégias de venda. Capitais como Fortaleza (CE), João Pessoa (PB), Maceió (AL), Recife (PE) e Salvador (BA) registraram crescimento expressivo nas transações imobiliárias ao longo do ano, com destaque para os segmentos popular e de médio padrão.
Dados do Índice de Demanda Imobiliária (IDI Brasil) indicam que o Nordeste assumiu papel de protagonismo no cenário nacional, com Fortaleza liderando o ranking de atratividade imobiliária e outras capitais apresentando avanços significativos na procura por imóveis residenciais. Nesse ambiente competitivo, a digitalização tornou-se um fator-chave para acelerar vendas e reduzir custos operacionais.
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Para acompanhar o ritmo do mercado, incorporadoras e imobiliárias nordestinas passaram a investir em soluções tecnológicas avançadas, como tours virtuais, simulações tridimensionais e ferramentas baseadas em inteligência artificial. Esses recursos vêm sendo utilizados como alternativa ou complemento aos estandes físicos tradicionais, permitindo que potenciais compradores conheçam empreendimentos de forma remota, com alto nível de detalhamento e personalização.
Pesquisas acadêmicas internacionais apontam que experiências virtuais podem reduzir em até quase metade o tempo em que um imóvel permanece disponível para venda. A tecnologia se mostra especialmente relevante em um cenário de maior concorrência entre empreendimentos e de consumidores cada vez mais informados, que buscam agilidade, clareza e previsibilidade durante o processo de decisão.
Segundo Daniel Bergoce, especialista em tecnologia aplicada ao mercado imobiliário, a digitalização deixou de ser apenas uma ferramenta de marketing e passou a ocupar papel estratégico nos negócios. “A experiência virtual antecipa a percepção de valor do imóvel e reduz incertezas, impactando diretamente a velocidade das vendas e a eficiência financeira dos projetos”, afirma.
Bergoce destaca que recursos como visualização em alta definição, simulação de iluminação natural, testes de acabamentos e reorganização de layouts em tempo real ampliam o engajamento do comprador e contribuem para decisões mais assertivas, inclusive em imóveis de maior valor. Em mercados internacionais, esse modelo já permite a comercialização de unidades antes mesmo do início das obras, reduzindo riscos e custos para as incorporadoras.
No Nordeste, onde o aquecimento do mercado é impulsionado tanto por programas habitacionais quanto pelo fortalecimento das economias urbanas costeiras, analistas avaliam que a adoção de soluções digitais deve avançar também nos lançamentos residenciais e condomínios de médio e alto padrão. A combinação entre demanda aquecida, busca por eficiência e inovação tecnológica tende a consolidar novas práticas comerciais no setor.
A transformação digital no mercado imobiliário nordestino aponta para uma mudança estrutural na forma de apresentar e vender imóveis. Mais do que substituir visitas presenciais, as experiências virtuais passam a integrar o processo de decisão como elemento central, reposicionando a região dentro de uma tendência global de modernização do setor.
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