

Reunião estratégica com líderes empresariais reforça a importância do planejamento como ferramenta de crescimento e inovação nas empresas em 2026 | Foto: divulgação
12 de janeiro de 2026 – Em um cenário empresarial cada vez mais instável, competitivo e marcado por rápidas transformações, o planejamento estratégico deixou de ser apenas uma exigência corporativa para se tornar um fator decisivo de crescimento e sobrevivência das empresas. A avaliação é de Bosco Nunes, CEO da AISIKI Customer Experience, que alerta para um erro ainda comum no mercado brasileiro: tratar o planejamento como algo técnico, rígido e distante da rotina operacional.
Segundo o especialista, essa visão equivocada está entre as principais causas de fracasso organizacional. Para ele, planejar vai muito além de definir metas no papel. Trata-se de assumir responsabilidade pelo futuro do negócio, mesmo em contextos de incerteza econômica e mudanças constantes no comportamento do consumidor.
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Bosco Nunes explica que o planejamento estratégico eficaz não pode ser encarado como um documento estático. “Planejar não é escrever metas; é assumir a responsabilidade pelo destino da empresa. Um plano estratégico não é fixo, mas uma bússola viva que orienta, adapta e desafia”, afirma.
De acordo com o CEO da AISIKI, o processo começa com um diagnóstico profundo da realidade da organização. Questões como identidade, valores, posicionamento e pontos cegos precisam ser enfrentadas com clareza. Sem isso, o planejamento se torna apenas um registro formal, sem impacto prático no dia a dia das equipes.
Outro ponto decisivo, segundo o especialista, é a cultura organizacional aliada à liderança. Quando colaboradores não compreendem seu papel ou o rumo da empresa, a estratégia simplesmente não avança. Para Bosco, o planejamento precisa deixar de ser um evento anual e passar a integrar a operação cotidiana.
Isso envolve indicadores atualizados, rituais de acompanhamento, análises constantes e abertura para ajustes ao longo do caminho. “Sem acompanhamento e alinhamento interno, a execução se perde”, destaca.
A análise é reforçada por dados do State of Strategy Report 2025, que evidencia gargalos importantes na gestão estratégica das organizações. O levantamento aponta que:
79% das empresas não possuem sistemas eficazes para acompanhar a estratégia;
59% consideram a execução o maior desafio;
quase metade não revisa o planejamento com a frequência necessária.
Para Bosco Nunes, os números deixam claro que empresas que não conectam planejamento, cultura e execução perdem velocidade, capacidade de inovação e oportunidades de crescimento em um mercado cada vez mais dinâmico.
O especialista ressalta ainda que planejamento estratégico não deve ser confundido com excesso de controle ou listas extensas de tarefas. “Planejar é abrir espaço para testar, aprender e crescer. Quando o plano integra tecnologia, comportamento interno e experiência do cliente, a empresa deixa de reagir e passa a antecipar movimentos”, afirma.
Bosco define esse processo como uma transformação estrutural, que exige liderança consciente, alinhamento entre áreas e disciplina na execução das decisões estratégicas.
Ao olhar para 2026, ele conclui que o grande desafio das empresas será abandonar o planejamento como documento engessado e adotá-lo como uma ferramenta ativa, capaz de construir propósito, performance e futuro sustentável.
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