

Apesar do encerramento da parceria, a Gol e a Azul confirmaram que todos os bilhetes já emitidos dentro do acordo de codeshare serão honrados | Foto: REUTERS/Ricardo Moraes
26 de setembro de 2025 – As companhias aéreas Gol (GOLL54) e Azul (AZUL4) anunciaram oficialmente o fim das negociações para fusão e a rescisão do acordo de codeshare, firmado em maio de 2024 para integrar as malhas aéreas no Brasil.
O processo começou em janeiro, quando a Abra, controladora da Gol, e a Azul assinaram um memorando de entendimentos. Entretanto, a Azul concentrou esforços em seu processo de Chapter 11 nos Estados Unidos, o que inviabilizou o avanço das tratativas. Segundo a Abra, “as partes não tiveram discussões significativas ou progrediram em uma possível operação de combinação de negócios por vários meses”.
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Apesar do encerramento da parceria, a Gol e a Azul confirmaram que todos os bilhetes já emitidos dentro do acordo de codeshare serão honrados.
O fim da fusão frustra a possibilidade de formação da maior companhia aérea do Brasil. Segundo a Anac, em agosto a Latam liderava o mercado doméstico com 41,1%, seguida pela Gol (30,1%) e Azul (28,4%).
O Cade já havia alertado as empresas no início de setembro sobre o risco de anúncios prematuros, reforçando que fusões só podem ser divulgadas após análise regulatória. A expectativa era que, em caso de aprovação, a operação conjunta pudesse começar em 2026.
No segundo trimestre de 2025, a Azul registrou lucro líquido de R$ 1,29 bilhão, revertendo prejuízo de R$ 3,56 bilhões do ano anterior. Já a Gol reduziu perdas, com prejuízo de R$ 1,5 bilhão, e conseguiu sair da recuperação judicial em junho.
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