

30 de dezembro de 2025 – Perder um bom colaborador custa muito mais do que a maioria das empresas imagina. Estudos de mercado em gestão de pessoas, com dados de entidades como a Society for Human Resource Management (SHRM) e a Gallup, apontam que o custo para substituir um profissional pode variar entre 40% e 200% do salário anual, dependendo do nível do cargo e da complexidade da função.
Esse valor vai muito além da rescisão contratual. Entram na conta despesas com recrutamento e seleção, treinamento, tempo de adaptação, queda de produtividade, impacto no clima organizacional e sobrecarga das equipes que permanecem na empresa.
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Um dos principais fatores que ampliam esse prejuízo é o turnover, termo que se refere à taxa de rotatividade de funcionários em determinado período. Quanto maior o índice, mais recursos a empresa precisa destinar à reposição de talentos, aumentando custos operacionais e comprometendo o planejamento financeiro.
Além do impacto direto no orçamento, a rotatividade constante dificulta a consolidação de equipes experientes, enfraquece processos internos e pode afetar a qualidade dos produtos ou serviços entregues ao cliente final.
Outro fator frequentemente ignorado é o presenteísmo, quando o colaborador está fisicamente presente, mas apresenta baixo desempenho por conta de cansaço emocional, problemas de saúde mental ou desmotivação. Relatórios globais indicam que, em muitos setores, as perdas associadas ao presenteísmo superam até mesmo os custos do absenteísmo.
Esse tipo de perda acontece de forma quase invisível, corroendo margens de lucro e dificultando a identificação do real problema dentro das organizações.

Na contramão desse cenário, dados da RAND Corporation indicam que programas estruturados de bem-estar e saúde emocional podem gerar um retorno médio de duas a três vezes o valor investido em um período de 12 a 24 meses. Os melhores resultados aparecem quando essas iniciativas são associadas a ações de prevenção, engajamento e desenvolvimento humano.
Para Pedro Junior, CEO da CUIDARH, o maior desafio das empresas está na mudança de mentalidade. “O empresário costuma olhar apenas para a folha de pagamento, mas não enxerga o ralo de dinheiro causado pelo turnover e pelo presenteísmo. Quando você perde um talento, não perde só uma pessoa; perde conhecimento, performance, tempo e, principalmente, dinheiro. Em muitos casos, o prejuízo chega a ser equivalente a dois salários anuais daquele profissional”, afirma.
Segundo o executivo, investir em clima organizacional, saúde emocional e programas inteligentes de benefícios deixou de ser um diferencial competitivo e passou a ser uma estratégia financeira. “Cuidar de gente hoje é proteger o caixa da empresa. Quando você reduz turnover, evita afastamentos, aumenta engajamento e melhora a produtividade, o impacto aparece diretamente no resultado final”, completa.
Com a crescente escassez de talentos qualificados e o aumento das demandas emocionais no ambiente corporativo, especialistas alertam que empresas que não tratam a gestão de pessoas como prioridade estratégica tendem a enfrentar custos cada vez maiores e perda de competitividade nos próximos anos.
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Tags: turnover, gestão de pessoas, retenção de talentos, custo do turnover, presenteísmo, absenteísmo, saúde emocional no trabalho, clima organizacional, produtividade, recursos humanos, bem-estar corporativo, engajamento de colaboradores, gestão estratégica, mercado de trabalho, liderança empresarial, Portal Terra Da Luz