

Barras de ouro | Foto: Michael Steinberg/Pexels
12 de dezembro de 2025 – O ouro e a prata fecharam em forte alta nesta quinta-feira, 11, com o metal prateado atingindo um novo recorde histórico. O movimento ocorreu em meio ao enfraquecimento do dólar no exterior, à fuga de capital das ações de tecnologia e à crescente procura por ativos considerados mais seguros.
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Na Comex, divisão de metais da Bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para fevereiro avançou 2,09%, alcançando US$ 4.313,00 por onça-troy. Já a prata para março registrou um salto de 5,84%, chegando a US$ 64,592 por onça-troy.
O movimento reflete a intensa aversão ao risco após o derretimento das ações do setor de tecnologia, impulsionado pelo balanço da Oracle, que reacendeu dúvidas sobre o potencial de lucro da inteligência artificial diante dos elevados custos do setor.
A decisão do Federal Reserve de reduzir os juros em 25 pontos-base também contribuiu para os ganhos dos metais. Segundo Vivek Dhar, da consultoria CBA, as reduções nas taxas têm sido “um poderoso impulso cíclico” para o ouro e a prata em 2025. “Os cortes geralmente aumentam o apelo do ouro em relação aos ativos que rendem juros”, explicou.
Além disso, os metais foram favorecidos pelo recuo dos rendimentos dos Treasuries e pela desvalorização do dólar, após novos sinais de desaquecimento econômico nos Estados Unidos. Os pedidos semanais de auxílio-desemprego subiram para 236 mil, acima das expectativas. Já o déficit comercial de setembro ficou em US$ 52,8 bilhões, abaixo do previsto.
Segundo relatório do MUFG, ouro e prata caminham para encerrar 2025 com seu melhor desempenho desde 1979. O ouro acumula alta superior a 60% no ano, enquanto a prata já mais que dobrou de valor. Entre os fatores que impulsionam o avanço estão a forte demanda dos bancos centrais, o aumento dos fluxos para ETFs de metais preciosos e a migração de investidores que vêm deixando títulos soberanos e moedas tradicionais.
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