

Vista feita de drone, desde a Ilha do Combu, com a cidade de Belém ao fundo, onde ocorre a COP30 | Foto: Alex Ferro/COP30
13 de novembro de 2025 — As discussões entre as 194 delegações participantes da COP30, em Belém, entraram oficialmente no quarto dia nesta quinta-feira (13), e as divergências sobre metas e financiamento climático têm se intensificado.
De um lado, os países desenvolvidos, liderados pela União Europeia, defendem compromissos climáticos mais rígidos e transparentes, cobrando ainda que nações emergentes entreguem suas metas de Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs). A Índia é citada entre os países que ainda não apresentaram suas metas.
Os europeus também pedem mais clareza sobre a implementação das ações prometidas e pressionam por metas de curto prazo que reforcem o cumprimento do Acordo de Paris.
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Na contramão, os países em desenvolvimento apelam para o artigo 9.1 do Acordo de Paris, que determina a responsabilidade das nações ricas em financiar com recursos públicos a transição energética das economias emergentes.
Esses países também criticam o que chamam de “protecionismo verde” — medidas comerciais unilaterais justificadas por motivos ambientais, mas que, segundo eles, prejudicam as exportações e o crescimento sustentável das nações mais pobres.
Apesar da pressão, a delegada do Reino Unido, Rachel Kyte, afirmou à CNN que as metas apresentadas por diversos países ainda são insuficientes para limitar o aquecimento global. Segundo ela, “muitos compromissos não são ambiciosos o suficiente, e ainda não estamos no caminho certo”.
Kyte também reforçou a necessidade de reformular o sistema financeiro internacional, em linha com o discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Podemos chegar a US$ 1,3 trilhão, mas precisamos ser inteligentes e mudar as regras. Muitos países em desenvolvimento estão endividados e isso precisa mudar”, disse.
Na quarta-feira (12), o presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, convocou uma plenária extraordinária para sábado (15), a fim de tratar de quatro pontos fora da agenda principal: o “protecionismo verde”, os relatórios de NDCs, os relatórios bienais de transparência (BTRs) e o financiamento climático.
As discussões ocorrerão em consultas paralelas entre delegações, blocos regionais e observadores, numa tentativa de evitar impasses formais e garantir o avanço das negociações na reta final da conferência.
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