

Vietnã amplia presença geopolítica ao se tornar parceiro oficial do Brics | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
13 de junho de 2025 — O Vietnã é o mais novo integrante da categoria de país parceiro do Brics, conforme anúncio feito nesta sexta-feira (13) pela presidência brasileira do grupo, responsável pela condução do bloco neste ano. Com a adesão, o país asiático passa a compor uma lista de dez parceiros estratégicos, ao lado de Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda e Uzbequistão.
Criada durante a 16ª Cúpula dos Brics, realizada em Kazan, na República do Tartaristão, em outubro de 2024, a categoria de país parceiro tem como objetivo fortalecer o diálogo e a cooperação com nações que compartilham os valores do bloco.
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Com quase 100 milhões de habitantes e uma economia integrada às cadeias globais de valor, o Vietnã surge como ator estratégico na Ásia e reforça sua posição no cenário internacional. De acordo com a presidência brasileira dos Brics, o país “compartilha com os membros e parceiros do Brics o compromisso com uma ordem internacional mais inclusiva e representativa” e “atua em favor da cooperação Sul-Sul e do desenvolvimento sustentável”.
Na condição de país parceiro, o Vietnã passa a ter convite permanente para a Cúpula do Brics e para as reuniões de ministros das Relações Exteriores, podendo ainda integrar outros fóruns de discussão mediante consenso dos países membros.
Os parceiros também têm a possibilidade de endossar documentos finais do bloco, como as Declarações de Cúpula e dos ministros das Relações Exteriores.
Atualmente, o Brics conta com 11 países-membros: África do Sul, Arábia Saudita, Brasil, China, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia, Índia, Irã e Rússia. Juntos, representam cerca de 48,5% da população mundial e respondem por 24% do comércio internacional.
O grupo também é responsável por:
Em 2024, o comércio do Brasil com os países do Brics totalizou USD 210 bilhões, o que corresponde a 35% da corrente de comércio brasileira. Desse total, USD 121 bilhões foram exportações brasileiras (36%) e USD 88 bilhões foram importações (34%).
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