

Tarifaço de Trump mira parceiros comerciais com sanções de 25% a 40% | Foto: Ken Cedeno/Reuters
08 de julho de 2025 — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, iniciou uma nova fase de sua política comercial nesta segunda-feira (7) ao enviar cartas oficiais a 14 países impondo tarifas mínimas de 25% a 40% sobre produtos importados, com vigência a partir de 1º de agosto de 2025. A medida faz parte do relançamento das chamadas “tarifas recíprocas”, suspensas por 90 dias desde abril.
Segundo a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, novas cartas devem ser enviadas nos próximos dias. As nações afetadas nesta rodada incluem Japão, Coreia do Sul, Indonésia, Tailândia, Malásia e África do Sul, entre outras.
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Confira as tarifas mínimas anunciadas por país:
As cartas foram encaminhadas aos chefes de Estado e publicadas por Trump na rede Truth Social. Em cada uma delas, o presidente norte-americano afirma que as medidas são uma resposta aos déficits comerciais com os respectivos países e reforça o interesse dos EUA em manter relações bilaterais — desde que haja “reciprocidade”.
As sobretaxas seriam retomadas nesta quarta-feira (9), mas Trump assinou um decreto que prorroga o início da medida por mais três semanas, dando novo prazo para que os países fechem acordos bilaterais.
“Eu diria que é definitivo, mas não 100%. Se eles ligarem e quiserem tentar algo diferente, estaremos abertos”, declarou Trump.
Até agora, os EUA chegaram a acordos parciais com Reino Unido, Vietnã e China — este último ainda em fase de avaliação. Enquanto isso, União Europeia, Índia, Suíça, Coreia do Sul, Japão e outros tentam evitar as novas tarifas, que podem chegar a até 50%.
No domingo (6), Trump também declarou que qualquer país que “se alinhar a políticas antiamericanas do Brics” será alvo de uma tarifa adicional de 10%. A ameaça amplia o conflito com os países emergentes do bloco, que inclui Brasil, China, Rússia, Índia, África do Sul, Irã, Indonésia, Etiópia, Arábia Saudita, Egito e Emirados Árabes Unidos.
“O uso de tarifas não serve a ninguém”, reagiu o Ministério das Relações Exteriores da China.
A Rússia afirmou que a cooperação do Brics “nunca será dirigida contra terceiros”.
Já a África do Sul defendeu o grupo como promotor de um “multilateralismo reformado”.
O Brasil, até o momento, não se manifestou oficialmente.
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