

Fachada de banco e documentos financeiros ilustram o processo de ressarcimento do FGC a investidores afetados pela liquidação do Banco Master | Foto: Mariana Amaro / InfoMoney
10 de janeiro de 2026 — O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) deve começar, já na próxima semana — ou no prazo máximo de até dez dias — o pagamento aos investidores que aplicaram em Certificados de Depósito Bancário (CDBs) do Banco Master. A informação foi apurada pelo site Valor Investe e envolve um dos maiores processos de ressarcimento já realizados pela entidade.
De acordo com estimativas preliminares do próprio FGC, o volume total de pagamentos pode alcançar R$ 41 bilhões, beneficiando cerca de 1,6 milhão de pessoas físicas. O valor médio a ser devolvido gira em torno de R$ 25 mil por CPF, respeitando o limite de até R$ 250 mil garantidos por investidor.
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Segundo o Valor Investe, a equipe interna do Banco Master encaminhou ao liquidante, a empresa EFB Regimes Especiais de Empresas, a base completa de clientes e os valores elegíveis ao ressarcimento dentro do teto previsto pelo FGC. Desde então, o liquidante vem realizando uma análise detalhada dessas informações, com apoio técnico do Fundo Garantidor de Créditos, para consolidar a lista final que permitirá o início dos pagamentos.
Esse processo é considerado essencial para assegurar a precisão dos dados e evitar inconsistências na liberação dos recursos aos investidores afetados pela liquidação da instituição financeira.
A liquidação do Banco Master foi decretada em 18 de novembro de 2025. Em situações anteriores em que a garantia do FGC precisou ser acionada, o prazo médio entre a intervenção e o início dos pagamentos foi de aproximadamente 27 dias, conforme levantamento do Valor Investe.
No entanto, como os CDBs do Banco Master tiveram seus valores congelados e deixaram de render a partir da data da liquidação, qualquer atraso na liberação dos recursos reduz a atratividade do retorno para o investidor, especialmente quando comparado a aplicações conservadoras que acompanham 100% do CDI.
Em outros casos de liquidação de instituições financeiras menores, o FGC iniciou os pagamentos entre dois e três dias úteis após receber a lista definitiva de credores. No caso do Banco Master, considerado de maior porte, o processo demanda uma checagem mais rigorosa.
Parte da demora no envio da lista final ao FGC foi influenciada por disputas jurídicas em torno do processo, incluindo a possibilidade de reversão da liquidação extrajudicial no Tribunal de Contas da União (TCU). Esse risco, porém, perdeu força após o recuo do ministro Jhonatan Jesus quanto à inspeção imediata no Banco Central do Brasil.
Outro fator decisivo para destravar o início dos pagamentos foi a decisão recente da Justiça dos Estados Unidos. O Tribunal de Falências do Distrito Sul da Flórida reconheceu que a liquidação do Banco Master ocorrerá no Brasil e será conduzida pela EFB Regimes Especiais de Empresas, conforme determinação do Banco Central brasileiro, trazendo mais segurança jurídica ao processo.
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Tags: FGC, Fundo Garantidor de Créditos, Banco Master, CDB, investimentos, mercado financeiro, ressarcimento, liquidação bancária, Banco Central, economia brasileira, investidores, pessoas físicas, sistema financeiro, garantias financeiras, Valor Investe, Portal Terra Da Luz