

Segundo o IBGE, o crescimento foi puxado principalmente pelos serviços (0,6%) e pela indústria (0,5%), que compensaram a queda da agropecuária (-0,1%) | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
02 de setembro de 2025 – O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil registrou alta de 0,4% no segundo trimestre de 2025 em comparação com os três primeiros meses do ano, segundo dados divulgados nesta terça-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, a economia brasileira alcançou o maior patamar da série histórica, iniciada em 1996.
Na comparação com o mesmo período de 2024, a expansão foi de 2,2%, enquanto no acumulado do semestre e nos últimos quatro trimestres, o PIB cresceu 2,5% e 3,2%, respectivamente. O valor da economia brasileira chegou a R$ 3,2 trilhões.
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Segundo o IBGE, o crescimento foi puxado principalmente pelos serviços (0,6%) e pela indústria (0,5%), que compensaram a queda da agropecuária (-0,1%).
Do lado da demanda, o consumo das famílias avançou 0,5%, atingindo nível recorde, enquanto o consumo do governo caiu 0,6%. Já os investimentos tiveram recuo de 2,2%.
No comparativo anual, a agropecuária foi destaque, com salto de 10,1% frente ao segundo trimestre de 2024, reflexo do aumento de produtividade em diversos produtos da lavoura.
O desempenho positivo de 0,4% no segundo trimestre representa uma desaceleração em relação ao avanço de 1,3% registrado no primeiro trimestre de 2025.
A coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, explicou que a perda de fôlego já era esperada por causa da política monetária restritiva, marcada pela elevação da taxa Selic, hoje em 15% ao ano, o maior nível desde 2006.
“Indústrias de transformação e construção, que dependem de crédito, foram mais impactadas. Já os serviços tiveram alta disseminada, com destaque para atividades financeiras, de seguros, tecnologia da informação e transporte de passageiros”, destacou Palis.
O Banco Central, por meio do Boletim Focus, projeta crescimento de 2,19% para o PIB em 2025, enquanto a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda estima expansão de 2,5%.
Em 2024, o PIB brasileiro fechou com alta de 3,4%, marcando o quarto ano consecutivo de crescimento econômico.
O Produto Interno Bruto representa a soma de todos os bens e serviços finais produzidos no país em determinado período. É considerado o principal indicador de desempenho econômico e permite comparações internacionais.
Apesar disso, especialistas alertam que o PIB não mede distribuição de renda, qualidade de vida ou desigualdade social, aspectos que também influenciam o bem-estar da população.
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Tags: PIB, economia brasileira, IBGE, crescimento econômico, serviços, indústria, agropecuária, consumo das famílias, Selic, juros altos, inflação, Banco Central, Boletim Focus, Ministério da Fazenda