

O dólar comercial encerrou a quinta-feira (3) vendido a R$ 5,629, com queda de 1,23% (R$ 0,07) | Foto: REUTERS/Jo Yong-Hak
No dia seguinte à elevação das tarifas de importação pelo governo de Donald Trump, o mercado financeiro registrou menor turbulência do que o esperado. O dólar comercial caiu para R$ 5,60, atingindo a menor cotação em quase seis meses, enquanto a bolsa de valores brasileira oscilou, mas fechou praticamente estável, contrastando com as quedas acentuadas das bolsas de Nova York.
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O dólar comercial encerrou a quinta-feira (3) vendido a R$ 5,629, com queda de 1,23% (R$ 0,07). Durante a sessão, chegou a R$ 5,59 ao meio-dia, mas voltou a superar os R$ 5,60 com a leve recuperação no exterior e investidores aproveitando a baixa cotação para compras. Com esse desempenho, a moeda norte-americana acumula uma queda de 8,91% em 2025.
Diferentemente dos mercados internacionais, o índice Ibovespa, principal indicador da bolsa brasileira, recuou apenas 0,04%, fechando aos 131.141 pontos. O desempenho contrasta com as quedas expressivas nas bolsas europeias, asiáticas e norte-americanas. O Dow Jones caiu 3,98%, o Nasdaq recuou 5,97% e o S&P 500 perdeu 4,84%, refletindo preocupações sobre os impactos negativos das novas tarifas para empresas dos EUA.
A decisão do governo Trump de impor sobretaxas de 10% para a América Latina, 20% para a Europa e 30%, em média, para a Ásia gerou instabilidade no mercado global. No entanto, a menor tarifa imposta à América Latina foi vista como um alívio para países emergentes, o que ajudou a atrair investimentos e valorizou algumas moedas locais.
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