

Fazenda estima economia de R$ 10,69 bilhões em 2026 com pacote fiscal | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
13 de junho de 2025 – A Medida Provisória (MP) que eleva o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e visa reforçar o caixa da União será compensada por um corte de R$ 4,28 bilhões em gastos obrigatórios em 2025, segundo estimativa divulgada nesta quinta-feira (12) pelo Ministério da Fazenda. Para 2026, a economia prevista chega a R$ 10,69 bilhões.
Os dados foram detalhados pelo Tesouro Nacional, após críticas de parlamentares que alegavam ausência de medidas de contenção de despesas no pacote fiscal. Segundo a Receita Federal, a elevação do IOF deve gerar R$ 10,5 bilhões em arrecadação adicional no próximo ano e R$ 20,87 bilhões em 2026.
>>>SIGA O YOUTUBE DO PORTAL TERRA DA LUZ <<<
A redução de gastos obrigatórios está distribuída em quatro frentes principais:
A Fazenda justificou que a inclusão do Pé-de-Meia no piso da educação permite que gastos discricionários financiem o programa, sem aumento de despesas globais. Já a mudança no Atestmed visa garantir que o benefício temporário seja direcionado a quem realmente necessita, com avaliação mais criteriosa dos pedidos por médicos peritos.
No caso do seguro-defeso, a exigência de homologação por prefeituras busca evitar fraudes e garantir foco nos pescadores ativos, enquanto o teto nas compensações previdenciárias busca agilizar a análise dos débitos e créditos entre União e entes federativos, promovendo o chamado “encontro de contas”.
As medidas integram o ajuste fiscal do governo federal, que busca equilíbrio nas contas públicas sem abandonar políticas sociais prioritárias.
Leia também | Câmara mantém pauta para derrubar decreto do IOF mesmo após recuo do governo