

Indicador de desemprego atinge o menor nível da história, refletindo avanço do emprego e da renda no Brasil | Foto: Wilson Dias/Arquivo/Agência Brasil
30 de janeiro de 2026 – O Brasil registrou taxa de desocupação de 5,1% no trimestre encerrado em dezembro, o menor índice já registrado desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No acumulado de 2025, a taxa anual de desemprego ficou em 5,6%, também a menor já observada, com o número de pessoas ocupadas alcançando 103 milhões em todo o país.
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Além da queda no desemprego, 2025 terminou com recorde na renda média mensal, que chegou a R$ 3.560, representando aumento de 5,7% em relação a 2024, o equivalente a R$ 192 a mais por trabalhador.
O número de trabalhadores com carteira assinada também foi o mais alto da série histórica, totalizando 38,9 milhões de pessoas, crescimento de 1 milhão na comparação anual, reforçando o avanço do emprego formal no país.
Apesar dos avanços, a taxa anual de informalidade caiu apenas levemente, passando de 39% em 2024 para 38,1% em 2025. Segundo a coordenadora da pesquisa, Adriana Beringuy, o percentual ainda é elevado e reflete uma característica estrutural do mercado de trabalho brasileiro.
“A composição e a dinâmica da população ocupada ainda são bastante dependentes da informalidade, sobretudo devido à grande participação de trabalhadores no comércio e em segmentos de serviços menos complexos”, avaliou.
Entre os principais grupos analisados pela Pnad Contínua, os números de 2025 apontam:
Empregados da iniciativa privada sem carteira assinada: 13,8 milhões, queda de 0,8% em relação a 2024
Trabalhadores domésticos: 5,7 milhões, redução de 4,4%
Trabalhadores por conta própria: 26,1 milhões, o maior número já registrado
A Pnad Contínua considera pessoas com 14 anos ou mais e inclui todas as formas de ocupação, com ou sem carteira assinada. Para ser considerada desocupada, a pessoa precisa ter buscado trabalho nos 30 dias anteriores à pesquisa, que visita cerca de 211 mil domicílios em todo o país.
Já o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que monitora apenas empregos formais, registrou saldo negativo de 618 mil vagas em dezembro. No entanto, no acumulado de 2025, o saldo foi positivo, com a criação de quase 1,28 milhão de postos com carteira assinada.
A maior taxa de desemprego da série histórica foi de 14,9%, registrada durante a pandemia da covid-19, nos trimestres encerrados em setembro de 2020 e março de 2021.
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