

Segundo o estudo, o índice de sazonalidade mostra trajetórias opostas para novembro e dezembro | Foto: Leonardo Benassatto/Futura Press/Estadão Conteúdo
Fortaleza, 11 de novembro de 2025 — Um levantamento do Instituto de Economia da Mastercard revelou que o mês de dezembro vem perdendo gradualmente sua força como principal período de vendas do varejo no Brasil. Desde 2009, o desempenho de novembro tem crescido de forma consistente, impulsionado pelas promoções da Black Friday, que remodelaram o comportamento do consumidor e a sazonalidade do comércio nacional.
>>>SIGA O YOUTUBE DO PORTAL TERRA DA LUZ <<<
Segundo o estudo, o índice de sazonalidade — que mede se um mês tem desempenho acima ou abaixo da média anual — mostra trajetórias opostas para novembro e dezembro. Em 2009, antes da chegada da Black Friday ao Brasil, novembro tinha um índice de 0,98, que subiu para 1,07 em 2024. Já dezembro, que historicamente concentrava o pico de vendas de fim de ano, caiu de 1,32 para 1,19 no mesmo período.
A análise utiliza dados oficiais do varejo da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do IBGE e do Mastercard SpendingPulse. Os economistas Gustavo Arruda e Raphael Rodrigues, autores do estudo, apontam que “a Black Friday se tornou uma força poderosa no cenário varejista brasileiro, reduzindo a importância relativa das vendas de Natal e remodelando o comportamento do consumidor”.
Outro fenômeno identificado foi o alongamento do período de promoções. No segmento de eletrônicos, o pico de vendas não se restringe mais ao dia da Black Friday: nos últimos três anos, as compras se concentraram no intervalo de 20 dias antes e 5 dias depois da data. Apesar de o pico diário ter diminuído, o volume total de vendas aumentou.
De 2021 a 2024, o faturamento com eletrônicos subiu de R$ 9 bilhões para R$ 10,2 bilhões, enquanto os supermercados apresentaram crescimento ainda mais expressivo — 82% entre 2018 e 2024, com vendas distribuídas de forma mais equilibrada ao longo do mês.
O estudo mostra que a Black Friday não apenas consolidou novembro como um dos meses mais importantes do calendário comercial, mas também redefiniu a dinâmica das compras de fim de ano no país.
Leia também | Banco Central determina que bandeiras de cartão garantam pagamento em caso de falhas nas transações
Tags: Black Friday, varejo brasileiro, Instituto de Economia da Mastercard, consumo, vendas de Natal, comércio eletrônico, IBGE, Mastercard SpendingPulse, Gustavo Arruda, Raphael Rodrigues, varejo de eletrônicos, supermercados, comportamento do consumidor, economia brasileira, promoções, sazonalidade do varejo, pandemia da Covid-19, novembro e dezembro, mercado de consumo, Black Friday Brasil