

27 de dezembro de 2025 — No apagar das luzes de 2025, o Volkswagen Gol se despede de um ano simbólico ao completar 45 anos de uma trajetória que atravessa gerações e se confunde com a própria história da indústria automotiva brasileira. Lançado oficialmente em 15 de maio de 1980, o hatch se tornou o carro mais produzido, vendido e exportado do Brasil, acumulando mais de 8 milhões de unidades comercializadas e mantendo a liderança de vendas por 27 anos consecutivos.
Apresentado como um modelo intermediário entre o Brasília e o Passat, o Gol rapidamente conquistou o mercado e se transformou em referência para concorrentes, consumidores e colecionadores. Seu impacto vai além dos números: o Gol ajudou a democratizar tecnologias, criou versões esportivas icônicas e inaugurou tendências que moldaram o setor automotivo nacional.
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As primeiras versões do Gol chegaram equipadas com motor 1.3 litro arrefecido a ar, derivado do Fusca, entregando 42 cv de potência. Já em 1981, o modelo evoluiu com motores 1.6 a ar e dupla carburação, enquanto em 1982 ganhou a versão especial Copa, lançada em homenagem à Copa do Mundo da Espanha e hoje considerada uma raridade entre colecionadores.
Em 1984, o Gol deu um salto tecnológico ao estrear sua primeira versão esportiva, o GT, marcando o início da refrigeração líquida na linha. O motor 1.8 de 99 cv abriu caminho para uma dinastia de hatches esportivos nacionais que consolidaria a imagem do modelo junto ao público jovem e entusiasta.
A segunda metade da década de 1980 foi decisiva para o Gol. Em 1985, o modelo adotou a dianteira do Voyage e da Parati nas versões com motor arrefecido a água. No ano seguinte, surgia o lendário motor AP 600, símbolo de robustez e desempenho.
Em 1987, uma profunda reestilização redefiniu o visual do carro, com novos faróis, lanternas e para-choques mais envolventes. A nova nomenclatura — C, CL e GL — organizou os níveis de acabamento, enquanto o esportivo GT dava lugar ao GTS. Com apenas sete anos de mercado, o Gol assumia a liderança do ranking nacional de vendas.



O Salão do Automóvel de 1988 marcou um divisor de águas na história do automóvel brasileiro. Foi ali que o Gol GTi foi apresentado como o primeiro carro nacional equipado com injeção eletrônica. Já como modelo 1989, o esportivo trazia motor 2.0 de 120 cv e aceleração de zero a 100 km/h em menos de nove segundos, números inéditos para a categoria.
Essa inovação consolidou o Gol como referência tecnológica e elevou o patamar dos carros esportivos nacionais, influenciando toda a indústria nos anos seguintes.

Durante a década de 1990, o Gol evoluiu em acabamento e design, ao mesmo tempo em que protagonizou o surgimento dos modelos 1.0 litro, como o emblemático Gol 1000. Em 1993, o hatch alcançou a marca de 1 milhão de unidades vendidas.
Em 1994, o Gol Copa retornou em nova edição especial, agora em homenagem à Copa do Mundo dos Estados Unidos. No mesmo ano, a segunda geração estreava e logo ganhava o apelido de “bolinha”, marcando uma nova fase estética e tecnológica.
No início dos anos 2000, o Gol reafirmou seu pioneirismo ao lançar uma versão 1.0 turbo com 112 cv. Em 2001, o modelo ultrapassou o Fusca ao atingir 3,2 milhões de unidades comercializadas. Dois anos depois, tornou-se o primeiro carro flex do Brasil e do mundo, capaz de rodar com gasolina e etanol em qualquer proporção.
A linha seguiu evoluindo com o Gol G5, lançado em 2008 sobre a moderna plataforma PQ25, além da introdução do câmbio automatizado i-Motion. Em 2014, após 27 anos consecutivos no topo, o Gol perdeu a liderança de mercado, mas manteve sua relevância histórica.

Em 2016, o Gol passou por sua última grande reestilização e recebeu um moderno motor 1.0 de três cilindros, com foco em eficiência e economia. Após 42 anos de produção ininterrupta na fábrica de Taubaté (SP), o modelo ganhou sua edição final, a Last Edition, criada para homenagear o carro mais emblemático do mercado brasileiro.
O Gol segue vivo na memória e no acervo da Garagem Volkswagen, que reúne exemplares históricos como o Gol 1300 L 1980 com “placa preta”, versões GTi raríssimas, modelos de endurance que quebraram recordes mundiais em Interlagos e conceitos como o Gol GT Concept e o Gol Vintage.
São décadas de inovação, recordes e histórias pessoais que fazem do Gol mais do que um automóvel: um símbolo da cultura brasileira sobre rodas.
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