

Francinaldo Farias, produtor rural em Caxias (MA) | Foto: Cival Jr.
Fortaleza, 11 de abril de 2025 – O Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene) divulgou um relatório apontando que a produção brasileira de milho deve atingir 122,76 milhões de toneladas em 2025, o segundo maior volume da história. Isso representa um crescimento de 6,10% em relação à safra anterior, segundo dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).
A produtividade média da cultura também deve avançar para 5.806 kg/ha, um aumento de 5,64%. De acordo com o Etene, ligado ao Banco do Nordeste, esse cenário pode ter efeitos diretos na redução da inflação, especialmente sobre os alimentos, graças ao equilíbrio nos preços do grão e à cadeia produtiva de carnes.
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De acordo com Jackson Coelho, autor do estudo, as melhorias nas técnicas de cultivo, o uso de tecnologias no campo e as boas condições climáticas contribuíram para esse desempenho positivo.
“O aumento da produtividade reduz o custo da ração animal, e isso tende a baratear produtos como carne, leite e ovos, o que é fundamental para conter a inflação dos alimentos”, explicou.
O economista-chefe do Etene, Rogério Sobreira, reforçou que esse impacto positivo se estende por toda a cadeia: “Com preços mais estáveis no milho, a produção de proteína animal melhora suas margens e, com isso, ajuda a diminuir o índice geral de inflação”.
No Nordeste, a produção também apresenta bons indicadores. A área plantada aumentou 2,35% e a produtividade subiu 1,72%, com destaque para o estado do Piauí. A produção regional deve atingir 9,69 milhões de toneladas em 2025, impulsionando o Valor Bruto da Produção (VBP) para R$ 9,9 bilhões, uma alta de 14%.
Apesar de desafios climáticos e da redução nas exportações — devido ao maior consumo interno —, a previsão de chuvas prolongadas anima os produtores para a segunda safra, fortalecendo a região como um polo estratégico da agricultura nacional.
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