

Parte da mostra com foto da Nise pendurada na parede, quadros com gravuras e texto em destaque 'Arte Cura' | Foto: Allan Diniz
28 de janeiro de 2026 – A exposição “Nise – A Revolução pelo Afeto”, em cartaz até 1º de março na Caixa Cultural Fortaleza, ganha destaque nacional ao unir arte, memória e acessibilidade em um projeto inovador de audiodescrição. A iniciativa é assinada pela Inclusive Acessibilidade Produção Cultural, sob direção da audiodescritora e roteirista Georgea Rodrigues, e celebra os 120 anos de nascimento de Nise da Silveira (1905–1999), referência mundial na humanização do cuidado em saúde mental.
Desde a abertura, a mostra já recebeu cerca de sete mil visitantes e foi concebida com foco na inclusão, garantindo que pessoas com deficiência visual também possam vivenciar o universo sensível e transgressor da psiquiatra alagoana, que transformou práticas terapêuticas ao integrar arte e afeto no tratamento de pacientes.
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Convidada para desenvolver a acessibilização da exposição, Georgea Rodrigues optou por fugir dos formatos tradicionais. A proposta foi caminhar junto à curadoria, traduzindo o pensamento revolucionário de Nise da Silveira por meio de uma audiodescrição criativa e imersiva. Para isso, a diretora da Inclusive recriou personagens históricos que conviveram com a médica, transformando o percurso expositivo em uma verdadeira narrativa sensorial.
“O objetivo era provocar o público e convidá-lo a sentir a atmosfera da obra, não apenas compreendê-la racionalmente”, explica Georgea. O projeto, batizado de Experiência Sonora Descritiva, conta com trilhas de sound painting (paisagens sonoras) e narração expressiva, ampliando a fruição estética para além da descrição objetiva das imagens.
Com curadoria do Estúdio M’Baraká e consultoria de Eurípedes Junior, a exposição é dividida em três núcleos que exploram a trajetória pessoal, científica e humana de Nise da Silveira. Ao todo, são 157 obras de 11 artistas, incluindo pinturas, desenhos, fotografias, gravuras e esculturas, além de documentos históricos e publicações do Museu de Imagens do Inconsciente.
O conjunto convida o público a refletir sobre o poder transformador da arte, da empatia e da escuta como caminhos para uma sociedade mais inclusiva e sensível às diferenças.
Arte, cultura e educação inclusivas são pilares do trabalho da Inclusive Acessibilidade Produção Cultural, que investe em conhecimento técnico e vivência prática para criar projetos singulares e colaborativos. Além da exposição sobre Nise, a produtora assina iniciativas como a audiodescrição da Nova Exposição Permanente do Museu do Futebol, em São Paulo, e o recurso de audiodescrição panorâmica do circuito de visitação do AquaRio, no Rio de Janeiro.
A empresa atua ainda em museus, centros culturais, exposições, espetáculos teatrais e produções audiovisuais para cinema, TV aberta, streaming e festivais, consolidando-se como referência nacional em acessibilidade cultural com abordagem anticapacitista.
Natural de Petrópolis (RJ), Georgea Rodrigues é audiodescritora roteirista, narradora, dubladora e produtora de acessibilidade, com quase dez anos de atuação à frente da Inclusive. Formada em Jornalismo, com especialização em Audiodescrição, ela também é professora, palestrante e diretora de voz, tendo participado de projetos para museus, exposições, filmes e séries de grande circulação no Brasil.
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