

Os bombardeios, realizados sem autorização do Congresso norte-americano nem respaldo judicial, têm sido criticados por organizações internacionais e governos da América Latina | Foto: Truth Social/@realDonaldTrump
28 de outubro de 2025 — O governo dos Estados Unidos confirmou nesta terça-feira (28) novos ataques militares contra embarcações em águas internacionais do Pacífico, elevando para 57 o número de mortos desde o início da ofensiva em 2 de setembro. Esta é a décima primeira operação militar ordenada pelo presidente Donald Trump sob a justificativa de combater o narcotráfico, mas sem apresentar provas que sustentem as acusações.
Os bombardeios, realizados sem autorização do Congresso norte-americano nem respaldo judicial, têm sido criticados por organizações internacionais e governos da América Latina. A escalada militar reacende a tensão diplomática entre os Estados Unidos e países da região, principalmente Venezuela e Colômbia.
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Desde o primeiro ataque, ocorrido em 2 de setembro, os Estados Unidos afirmam ter atingido embarcações ligadas ao grupo Tren de Aragua, classificado por Washington como organização terrorista. Na ocasião, 11 pessoas morreram, mas o Departamento de Defesa não apresentou provas de que o alvo estivesse vinculado ao grupo.
Outros bombardeios ocorreram ao longo de setembro e outubro, com ações concentradas nas costas da Venezuela, Colômbia e Equador, resultando em dezenas de mortes. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, e o secretário de Estado, Marco Rubio, justificaram as operações como parte de uma “guerra contra o narcoterrorismo” e afirmaram que o país está em “conflito armado” com cartéis de drogas designados como organizações terroristas.
O governo da Colômbia, liderado por Gustavo Petro, acusou os Estados Unidos de assassinato e de violação do direito internacional, após a morte de cidadãos colombianos em ataques realizados em águas internacionais. O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, também denunciou os bombardeios como “atos de agressão imperial”.
Entre os sobreviventes identificados, estão Jeison Obando Pérez, colombiano, e Andrés Fernando Tufiño Chila, equatoriano, ambos repatriados em estado grave. Segundo autoridades de seus países, não há registros de crimes cometidos por eles em território nacional.
A última operação, registrada em 27 de outubro, foi descrita pelo Pentágono como um “ataque múltiplo coordenado” que destruiu quatro embarcações no leste do Pacífico, resultando em 14 mortes. Trump celebrou a ação em suas redes sociais e afirmou que “nenhum narcoterrorista encontrará refúgio no hemisfério ocidental”.
Apesar das declarações, não foram apresentadas evidências públicas de que as embarcações atacadas transportassem drogas ou armas, o que aumenta a pressão internacional por uma investigação independente sobre possíveis crimes de guerra e execuções extrajudiciais.
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