

28 de janeiro de 2026 – A nutricionista e influenciadora digital Flávia Bueno, de 35 anos, começou a apresentar sinais de recuperação motora após sofrer uma grave lesão na coluna durante um mergulho no início de janeiro. Internada em um hospital privado de São Paulo, ela iniciou um tratamento experimental brasileiro à base da proteína polilaminina e, segundo a família, já conseguiu movimentar o braço direito pela primeira vez desde o acidente.
Imagens divulgadas nas redes sociais mostram Flávia respondendo a comandos médicos, um avanço considerado significativo diante do quadro inicial de paralisia. A paciente esteve internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Israelita Albert Einstein, onde recebeu a aplicação da substância voltada à regeneração de tecidos nervosos.
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O medicamento experimental utilizado no tratamento é resultado de mais de 25 anos de pesquisa coordenada pela professora Tatiana Coelho de Sampaio, chefe do laboratório de biologia da matriz extracelular do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
A pesquisa teve origem nos estudos com a laminina, proteína extraída da placenta humana, conhecida por sua capacidade de reorganizar e modular células do sistema nervoso. A partir desse trabalho, foi desenvolvida a polilaminina, aplicada diretamente na coluna vertebral.
Testes laboratoriais e estudos clínicos preliminares indicaram que pacientes com lesões medulares e perda de movimentos conseguiram recuperar parcial ou totalmente a mobilidade. Apesar do potencial terapêutico, a polilaminina ainda aguarda autorização definitiva da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para testes em larga escala.
Neste mês, a Anvisa autorizou o início de um estudo clínico para avaliar a segurança do uso da proteína. No caso de Flávia, a aplicação ocorreu mediante autorização judicial e aprovação do comitê de ética do hospital.
O acidente aconteceu no dia 3 de janeiro, na praia de Maresias, no litoral paulista. Durante um mergulho, Flávia atingiu um bolsão de areia em uma área rasa, sofrendo fraturas nas vértebras cervicais C3, C4, C5 e C6. As lesões provocaram paralisia dos membros superiores e inferiores, além da perda de sensibilidade.
Inicialmente, ela foi atendida em um hospital público de São Sebastião, mas acabou transferida para o Hospital Israelita Albert Einstein após a família buscar especialistas capazes de assumir o caso.
Segundo o irmão da nutricionista, o administrador Felipe Checchin, a decisão de manter Flávia na unidade privada foi estratégica. “O único profissional que aceitou operá-la fazia parte do corpo clínico do hospital, e o comitê de ética aprovou a aplicação da substância”, explicou.
A aplicação da polilaminina ocorreu cerca de dez dias após a lesão. Embora o prazo ideal apontado por estudos científicos seja de até 72 horas, Felipe afirma que a irmã apresentou evolução positiva. “Três dias depois da aplicação, ela recuperou força no bíceps e conseguiu dobrar o cotovelo do braço direito de forma independente”, relatou.
Flávia deixou a UTI nesta semana e foi transferida para uma unidade semi-intensiva. Ela permanece consciente e responde a comandos motores. As cirurgias de descompressão da medula e estabilização da cervical já foram realizadas.
O quadro clínico, no entanto, segue delicado. O deslocamento cervical comprometeu a circulação sanguínea para o cérebro, resultando em isquemias permanentes no cerebelo e no tálamo. Essas áreas são responsáveis pelo equilíbrio e pela coordenação motora, mas a equipe médica avalia a possibilidade de o organismo desenvolver novos caminhos neurais ao longo do tratamento.
Sem plano de saúde, Flávia Bueno enfrenta altos custos hospitalares. De acordo com a família, as despesas no Hospital Israelita Albert Einstein já ultrapassam R$ 1 milhão. Com 157 mil seguidores nas redes sociais, a influenciadora passou a contar com uma mobilização digital para arrecadar recursos destinados ao tratamento e à reabilitação.
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