

Partículas do vírus Marburg (azul) sobre uma célula infectada | foto: (NIAID/NIH
16 de novembro de 2025 — O governo da Etiópia confirmou seu primeiro surto da doença causada pelo vírus Marburg, patógeno altamente letal pertencente à mesma família do vírus ebola. A confirmação ocorreu após o envio de amostras de casos suspeitos de febre hemorrágica viral para testes laboratoriais, segundo informações divulgadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
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De acordo com a OMS, nove casos, entre eles trabalhadores da saúde, foram identificados no sul da Etiópia, em área próxima à fronteira com o Sudão do Sul. Autoridades sanitárias da região, em parceria com a OMS e os Centros Africanos para Controle e Prevenção de Doenças, estão atuando para conter a disseminação do vírus, considerado um dos mais perigosos do mundo.
A entidade internacional reconheceu que o país africano agiu rapidamente para confirmar o surto e iniciar protocolos emergenciais de isolamento, rastreamento de contatos e monitoramento epidemiológico.
O vírus Marburg já havia sido identificado em surtos anteriores no Leste da África, incluindo Ruanda, onde sua origem foi ligada a cavernas habitadas por morcegos frugívoros, considerados hospedeiros naturais do patógeno. A transmissão ocorre por contato direto com fluidos corporais contaminados ou materiais infectados.
Os sintomas iniciais incluem febre alta, dor de cabeça intensa e dores musculares. Em muitos casos, há hemorragias internas e externas dentro de poucos dias. Não existe cura aprovada, porém terapias experimentais, como o antiviral remdesivir, já foram utilizadas em cenários de emergência médica.
Para reforçar o combate ao surto, a OMS liberou US$ 300 mil de seu fundo de contingência e enviou uma equipe de resposta rápida com insumos médicos, como equipamentos de proteção individual e uma tenda de isolamento. O órgão também reforça que tratamento de suporte, incluindo reidratação oral e intravenosa, pode aumentar as chances de sobrevivência dos pacientes.
Autoridades sanitárias da Etiópia e do Sudão do Sul trabalham de forma integrada para evitar a transmissão transfronteiriça, especialmente em regiões já afetadas por instabilidade política e limitações estruturais nos serviços de saúde.
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