

Pontadas, queimação, estalos acompanhados de dor, inchaço ou dificuldade de apoiar o peso no membro são sinais claros de que o corredor deve interromper os treinos imediatamente e procurar um especialista em joelho | Foto: divulgação
10 de dezembro de 2025 – O aumento expressivo de praticantes de corrida, tanto iniciantes quanto experientes, vem acompanhado de um crescimento nas queixas relacionadas ao joelho — uma das articulações mais exigidas durante o exercício. Embora muitas dores sejam passageiras, ortopedistas alertam que ignorar sinais persistentes pode agravar lesões e comprometer a performance. Identificar o momento certo para buscar ajuda médica é essencial para manter a saúde e a longevidade no esporte.
>>>SIGA O YOUTUBE DO PORTAL TERRA DA LUZ <<<
Segundo o ortopedista Eduardo Vasconcelos, o primeiro ponto de atenção é a dor que não melhora após alguns dias de descanso. Pontadas, queimação, estalos acompanhados de dor, inchaço ou dificuldade de apoiar o peso no membro são sinais claros de que o corredor deve interromper os treinos imediatamente e procurar um especialista em joelho.
“A dor persistente é o principal indicador de que existe algo errado. Quanto mais cedo o diagnóstico, maior a chance de evitar lesões graves como rupturas ou desgaste articular acentuado”, explica.
Interromper a corrida, aplicar gelo por 15 a 20 minutos de duas a três vezes ao dia e elevar a perna ajudam a controlar a dor e o inchaço até a consulta. O uso de analgésicos, porém, deve ser feito apenas com orientação médica para não mascarar sintomas e agravar o quadro.
Durante a avaliação clínica, o ortopedista pode solicitar exames como radiografia — útil para verificar estruturas ósseas —, ultrassom, para identificar inflamações, e ressonância magnética, considerada o exame mais completo para detectar lesões de cartilagem, meniscos e ligamentos.
“A ressonância é fundamental quando há suspeita de lesões internas, permitindo um plano de tratamento preciso e seguro”, ressalta Eduardo.
O tratamento pode incluir fisioterapia, fortalecimento muscular e, em casos mais graves, procedimentos minimamente invasivos. Em grande parte das situações, um programa adequado de reabilitação garante recuperação total.
O retorno à corrida deve ser gradual, orientado por ortopedista e fisioterapeuta. “Voltar rápido demais é a principal causa de recidiva. O joelho precisa estar estável, sem dor e com musculatura preparada para suportar o impacto”, reforça o especialista.
A prevenção também é determinante. Fortalecimento dos glúteos, quadríceps e core, uso de tênis adequado ao tipo de pisada, treinos progressivos e correção de técnica quando necessária reduzem significativamente o risco de lesões.
Com o número crescente de corredores nas ruas, parques e competições, o cuidado com o joelho torna-se indispensável. Ouvir o corpo, agir diante dos primeiros sinais e buscar orientação profissional são passos essenciais para garantir segurança e bom desempenho no esporte.
Leia também | Alece anuncia maior programa de estágio da história com 500 vagas para jovens cearenses
Tags: corrida, lesões no joelho, ortopedia esportiva, dor no joelho, saúde do corredor, ressonância magnética, fisioterapia esportiva, prevenção de lesões, retorno ao esporte, fortalecimento muscular, técnica de corrida, treinamento esportivo, corrida de rua, atletas amadores, performance esportiva, bem-estar, qualidade de vida, ortopedista eduardo vasconcelos, impacto nas articulações, joelho do corredor
1 Comment
Achei de suma importância está orientação médica.
Saúde é prevenção….
Atenciosamente
Paola Santa Rosa de Macedo