

Líderes internacionais se manifestam após ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, em meio à escalada de tensão no Oriente Médio | Foto: EFE/ Mehrnews
28 de fevereiro de 2026 – A ofensiva militar lançada em conjunto pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã, neste sábado (28), provocou forte repercussão internacional e reacendeu o alerta global sobre o risco de uma escalada militar no Oriente Médio.
O presidente americano Donald Trump afirmou que o objetivo da ação é “defender o povo americano” diante do que classificou como ameaças do governo iraniano. Já o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu declarou que o Irã não pode ter permissão para desenvolver armas nucleares.
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A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, classificou os ataques como “extremamente preocupantes” e destacou a necessidade de preservar o regime global de não proliferação nuclear. Ela apelou para que todas as partes exerçam máxima moderação, protejam civis e respeitem o direito internacional.
Na Rússia, o vice-presidente do Conselho de Segurança, Dmitry Medvedev, criticou duramente Washington e afirmou que as negociações com Teerã nunca tiveram a intenção real de chegar a um acordo, classificando a ofensiva como prova disso.
O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, declarou que não permitirá que o país seja arrastado para um conflito regional, em referência indireta ao Hezbollah, apoiado pelo Irã.
A Otan informou, por meio de sua porta-voz, que acompanha de perto os desdobramentos da crise, diante do impacto direto sobre aliados e bases militares na região.
A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, afirmou que o governo intensificou a coleta de informações e adotou novas medidas para garantir a segurança de cidadãos japoneses que ainda permanecem nos países afetados.
Na Bélgica, o vice-primeiro-ministro Maxime Prevot afirmou que reuniões de crise já foram realizadas e lamentou o fracasso das tentativas diplomáticas. Já a Indonésia pediu contenção e reforçou a importância do diálogo e do respeito à soberania dos países.
O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, declarou apoio à ação americana para impedir que o Irã obtenha armas nucleares e recomendou que cidadãos australianos evitem viagens a Israel e ao Líbano.
Ao confirmar oficialmente os ataques, Trump afirmou que os EUA irão “arrasar a indústria de mísseis” iraniana e alertou para a possibilidade de baixas entre tropas americanas. Netanyahu, por sua vez, disse que a ofensiva pode abrir caminho para que o povo iraniano “retome o controle do próprio destino”.
O príncipe herdeiro iraniano Reza Pahlavi publicou mensagem nas redes sociais afirmando que a ajuda prometida pelos EUA ao povo do Irã “finalmente chegou” e incentivou manifestações contra o regime da República Islâmica.
O conjunto das reações evidencia o impacto global da ofensiva e reforça temores de um conflito prolongado, com reflexos diretos na segurança internacional, na economia mundial e na estabilidade política do Oriente Médio.
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Tags: Estados Unidos, Israel, Irã, ataques ao Irã, repercussão internacional, União Europeia, Rússia, Otan, Oriente Médio, conflito internacional, guerra no Oriente Médio, política externa, segurança global, Portal Terra Da Luz