

Congresso Nacional registra mudanças de bancadas após janela partidária em ano eleitoral | Foto: Foto: Leonardo Sá/Agência Senado
03 de abril de 2026 – A janela partidária se encerra nesta sexta-feira e consolida mudanças significativas na correlação de forças da Câmara dos Deputados. O período de 30 dias permitiu que parlamentares trocassem de legenda sem risco de perda de mandato, impactando diretamente o cenário político nacional.
A principal beneficiada foi o Partido Liberal (PL), que ampliou sua bancada e se fortaleceu como a maior sigla da Casa. Ao todo, o partido recebeu pelo menos 17 novos deputados e registrou quatro saídas, superando a composição obtida nas eleições de 2022.
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Ao longo da janela partidária, mais de 70 deputados federais mudaram de partido, segundo levantamento com base em dados oficiais e anúncios públicos. O número final ainda será consolidado conforme as mudanças forem formalizadas.
Enquanto o PL avançou, o União Brasil registrou perdas expressivas e deixou de ocupar a posição de terceira maior bancada. O posto agora é disputado por siglas como Republicanos, PP e PSD.
Já o PSDB apresentou recuperação, com nove novas filiações e três saídas, ganhando novo fôlego político.
O PT segue como a segunda maior bancada, com 66 deputados, mesmo após a saída da deputada Luizianne Lins (CE), que deixou a legenda após 37 anos para se filiar à Rede.
Além de alterar a composição partidária, a janela também influenciou o ritmo de trabalho no Congresso. Nos últimos dias, o plenário teve esvaziamento, sem votações, enquanto parlamentares priorizaram agendas em suas bases eleitorais.
O período coincidiu ainda com a proximidade do feriado da Páscoa, contribuindo para a redução das atividades legislativas.
Com o fim da janela, o foco agora se volta para as convenções partidárias, etapa em que serão definidos os candidatos para as eleições de 2026. O primeiro turno está marcado para o dia 4 de outubro.
A legislação eleitoral estabelece que a janela partidária ocorre apenas em anos eleitorais e é válida para cargos proporcionais, como deputados e vereadores. Nesses casos, o mandato pertence ao partido, não ao eleito.
Para cargos majoritários, como presidente, governadores e senadores, não há necessidade de janela para troca de legenda, desde que seja respeitado o prazo mínimo de seis meses de filiação antes da eleição.
As articulações também atingiram o Senado. O presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco, deixou o PSD para ingressar no PSB, de olho na disputa pelo governo de Minas Gerais.
O senador Sergio Moro também mudou de partido, saindo do União Brasil para o PL, mirando o cenário eleitoral no Paraná.
Já a senadora Eliziane Gama anunciou filiação ao PT, com o objetivo de fortalecer a base do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Outro movimento foi o de Carlos Viana, que deixou o Podemos para retornar ao PSD.
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