

Parlamentares reunidos na Câmara com placa de moção de apoio em homenagem a Bolsonaro | Foto: Paloma Rodrigues/TV Globo
22 de julho de 2025 — O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), proibiu nesta terça-feira a realização de reuniões de comissões durante o recesso parlamentar, alegando a necessidade de continuidade nas obras de reforma em andamento na Casa Legislativa.
Apesar de o ato ainda não ter sido publicado oficialmente no Diário da Câmara, a decisão foi confirmada pela presidência da Casa. A medida atingiu especialmente comissões presididas por parlamentares do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, que haviam convocado reuniões com moções de apoio ao ex-mandatário.
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Mesmo com o cancelamento oficial, membros da Comissão de Segurança Pública se reuniram simbolicamente na Câmara e exibiram uma placa com moção de apoio a Bolsonaro. O presidente da comissão, deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP), afirmou que havia quórum suficiente e criticou a suspensão, dizendo que ela fere a liberdade de manifestação dos parlamentares.
O deputado Filipe Barros (PL-PR), que preside a Comissão de Relações Exteriores, declarou que a oposição deve mobilizar a militância para manifestações nas ruas e acionará organismos internacionais em defesa de Bolsonaro. “Não teremos recesso. Voltaremos às nossas bases para mobilizar o povo”, declarou.
A movimentação da oposição ocorre em meio às recentes medidas cautelares impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Entre elas, o uso de tornozeleira eletrônica, proibição do uso de redes sociais, recolhimento noturno e restrições de contato com aliados.
Mesmo sob essas limitações, Bolsonaro foi visto nesta manhã na sede do Partido Liberal (PL), em Brasília. Segundo o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante, o próprio partido recomendou que Bolsonaro não fosse ao Congresso nesta terça.
A defesa do ex-presidente também anunciou que vai recorrer da decisão de Moraes, especialmente quanto à proibição de publicação de trechos de entrevistas nas redes sociais.
As reformas na Câmara incluem a troca do piso por granito preto nos corredores das comissões, instalação de painéis de madeira, substituição de carpetes nos túneis e andares superiores, modernização dos sistemas de áudio e vídeo, além de atualização do sistema de votação no plenário principal. A previsão é que as obras sejam concluídas até 4 de agosto, quando termina o recesso parlamentar.
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Tags: Câmara dos Deputados, Hugo Motta, Jair Bolsonaro, PL, oposição, recesso parlamentar, reformas Câmara, medidas contra Bolsonaro, Alexandre de Moraes, política nacional