

Darren Beattie, político de extrema direita nomeado para cargo de 'assessor sênior para a política em relação ao Brasil' | Foto: divulgação/Departamento de Estado dos EUA
10 de março de 2026 – O ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para receber na prisão a visita de Darren Beattie, assessor sênior do governo de Donald Trump responsável por políticas relacionadas ao Brasil.
Bolsonaro está preso na Penitenciária da Papuda, em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão após condenação por tentativa de golpe de Estado. De acordo com as regras impostas no processo, todas as visitas ao ex-presidente precisam ser previamente autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, relator da ação no STF.
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Darren Beattie ocupa atualmente um cargo no Departamento de Estado dos Estados Unidos, sendo responsável por propor e supervisionar ações e estratégias da política externa norte-americana em relação ao Brasil.
O assessor foi nomeado para a função recentemente e é conhecido por críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e também ao próprio ministro Alexandre de Moraes.
Em declarações públicas, Beattie já classificou o magistrado como “principal arquiteto da censura e da perseguição contra Bolsonaro”, em referência aos processos conduzidos pelo STF relacionados à tentativa de ruptura institucional após as eleições de 2022.
No site oficial do Departamento de Estado, Beattie é descrito como um defensor da promoção da liberdade de expressão como instrumento de política diplomática.
Em 2025, declarações feitas por Beattie nas redes sociais provocaram um incidente diplomático entre Brasil e Estados Unidos. Na ocasião, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, o Itamaraty, convocou o principal diplomata norte-americano em Brasília para prestar esclarecimentos sobre as críticas direcionadas ao STF.
O episódio ocorreu após comentários em que o assessor questionou a condução dos processos contra Bolsonaro e aliados no Supremo Tribunal Federal.
A condenação do ex-presidente foi decidida pela Primeira Turma do STF, sob relatoria de Alexandre de Moraes, no julgamento relacionado à tentativa de golpe de Estado.
Antes de ocupar o atual cargo no governo Trump, Darren Beattie atuou como redator de discursos da Casa Branca durante o primeiro mandato do presidente norte-americano.
Ele acabou demitido em 2018 após participar de um evento frequentado por grupos nacionalistas brancos. Ao longo dos últimos anos, também acumulou críticas por declarações consideradas racistas e sexistas nas redes sociais.
Durante a campanha presidencial norte-americana de 2024, Beattie chegou a sugerir que integrantes da comunidade de inteligência dos Estados Unidos poderiam estar envolvidos em tentativas de assassinato contra Donald Trump.
O pedido de visita apresentado pela defesa de Jair Bolsonaro ainda aguarda decisão do ministro Alexandre de Moraes.
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