

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, foi investigado pela Polícia Federal em operação que apura fraudes ligadas ao Banco Master | Foto: reprodução
07 de março de 2026 – O investigado Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” e apontado como aliado do banqueiro Daniel Vorcaro, morreu na noite de sexta-feira (6). A informação foi confirmada por advogados da defesa após a conclusão do protocolo médico de morte encefálica.
De acordo com a nota divulgada pelos representantes legais, o óbito foi oficialmente declarado às 18h55, após o encerramento do procedimento clínico iniciado por volta das 10h15 do mesmo dia. O corpo será encaminhado ao Instituto Médico Legal para os procedimentos legais.
Mourão estava sob custódia da Polícia Federal quando atentou contra a própria vida na Superintendência Regional da instituição em Belo Horizonte, em Minas Gerais. Ele chegou a ser socorrido e levado a um hospital da capital mineira, mas não resistiu.
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A Polícia Federal abriu um inquérito para apurar as circunstâncias do episódio ocorrido enquanto o investigado estava detido. Segundo o diretor-geral da instituição, Andrei Rodrigues, todo o atendimento prestado ao preso e suas ações dentro da unidade estão registrados em câmeras de monitoramento, sem áreas sem cobertura de imagem.
As autoridades buscam esclarecer detalhes do ocorrido durante o período em que Mourão permaneceu sob responsabilidade da corporação.
Luiz Phillipi Mourão foi preso durante a deflagração da Operação Compliance Zero, investigação conduzida pela Polícia Federal que apura um esquema bilionário de fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master.
Na mesma operação também foi preso Daniel Vorcaro, apontado pelas autoridades como líder da organização criminosa investigada.
Segundo os investigadores, Mourão teria papel central no esquema, atuando em atividades como monitoramento de alvos, extração ilegal de dados em sistemas sigilosos e ações de intimidação física e moral.
Relatórios da investigação indicam ainda que o suspeito funcionaria como uma espécie de executor das ordens do grupo, atuando como “longa manus”, expressão jurídica usada para designar alguém que age em nome de outra pessoa.
As apurações também apontam indícios de que Mourão receberia cerca de R$ 1 milhão por mês como pagamento pelos serviços ilícitos prestados à organização.
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