

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio | Foto: REUTERS/Nathan Howard/Pool
04 de janeiro de 2026 – O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou neste domingo (4) que o governo norte-americano não pretende assumir a administração direta da Venezuela após a captura do presidente Nicolás Maduro. Segundo ele, a estratégia dos EUA será manter e intensificar o bloqueio do petróleo como forma de pressionar o país por mudanças políticas e institucionais.
A declaração contrasta com o discurso adotado pelo presidente Donald Trump, que afirmou no sábado (3) que os Estados Unidos passariam a “administrar” a Venezuela de maneira interina até uma transição de poder, após a prisão de Maduro em Caracas.
>>>SIGA O YOUTUBE DO PORTAL TERRA DA LUZ <<<
Em entrevista ao programa Face the Nation, da emissora CBS, Rubio explicou que os EUA seguirão aplicando a chamada “quarentena do petróleo”, que já estava em vigor antes da operação que retirou Maduro do poder. A medida envolve sanções a navios-tanque e restrições à exportação de petróleo venezuelano.
Segundo o secretário de Estado, esse é o tipo de controle ao qual Trump se referiu ao falar em “administração” do país. “Nós mantemos essa quarentena e esperamos ver mudanças, não apenas na forma como a indústria do petróleo é administrada em benefício da população, mas também para que se interrompa o tráfico de drogas”, afirmou Rubio.
A fala de Rubio indica uma tentativa de suavizar a retórica adotada por Trump, que declarou que os EUA conduziriam a Venezuela por meio de um “grupo” designado por Washington até uma transição considerada segura. O secretário evitou detalhar qualquer envolvimento direto na governança venezuelana, reforçando que o foco será econômico e estratégico.
A prisão de Nicolás Maduro provocou reações imediatas de aliados históricos da Venezuela. A Coreia do Norte classificou a ação dos Estados Unidos como a “forma mais grave de violação de soberania” e acusou Washington de praticar um “ato de arbitragem” com consequências catastróficas para o país sul-americano.
A China também se manifestou, pedindo que os Estados Unidos libertem imediatamente Maduro e sua esposa, Cilia Flores, e defendendo que a crise seja resolvida por meio de diálogo e negociação. Em comunicado oficial, Pequim afirmou que a detenção viola normas do direito internacional e cobrou garantias de segurança ao casal.
Nicolás Maduro chegou a um centro de detenção em Nova York na noite de sábado (3), após ser capturado por autoridades americanas na Venezuela. Antes disso, foi levado sob custódia à sede da Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA), onde passou por procedimentos de identificação.
A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, anunciou que Maduro e a primeira-dama foram formalmente acusados de conspiração para narcoterrorismo, importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos, além de conspiração para posse de armamento pesado. O julgamento deverá ocorrer em um tribunal federal de Nova York.
Leia também | Maduro chega a centro de detenção nos EUA após ser capturado em operação do governo Trump
Tags: Marco Rubio, Estados Unidos, Venezuela, Nicolás Maduro, Donald Trump, bloqueio do petróleo, sanções econômicas, crise na Venezuela, política internacional, geopolítica, relações exteriores, China e Venezuela, Coreia do Norte, prisão de Maduro, DEA, narcoterrorismo, petróleo venezuelano, sanções dos EUA, América Latina, Portal Terra Da Luz