

epresentante dos Estados Unidos na ONU, Mike Waltz, afirma em reunião do Conselho de Segurança da ONU, em Nova York, que os Estados Unidos negaram estar em guerra com a Venezuela após a captura de Nicolás Maduro | Foto: reprodução/Youtube
05 de janeiro de 2026 – Os Estados Unidos negaram nesta segunda-feira (5), durante reunião do Conselho de Segurança da ONU, que estejam em guerra contra a Venezuela ou contra o povo venezuelano. O governo norte-americano também afirmou que não há intenção de ocupação militar do país sul-americano após a operação que resultou na captura de Nicolás Maduro.
A reunião foi convocada após uma grande ação militar realizada no sábado (3), que levou à prisão de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. O casal foi transferido para Nova York, onde enfrenta acusações relacionadas ao narcotráfico internacional.
>>>SIGA O YOUTUBE DO PORTAL TERRA DA LUZ <<<
Durante o encontro, o representante dos Estados Unidos na ONU, Mike Waltz, afirmou que a operação não deve ser interpretada como um ato de guerra.
Segundo ele, a ação teve caráter de aplicação da lei, com o objetivo de prender um acusado formalmente pela Justiça americana. Waltz reforçou que Washington não pretende permanecer militarmente na Venezuela nem impor uma ocupação.
Apesar das declarações, autoridades venezuelanas afirmaram que houve mortes entre integrantes da segurança de Maduro. Cuba informou que 32 cidadãos cubanos teriam morrido durante a operação. Os Estados Unidos não divulgaram um número oficial de vítimas, limitando-se a informar que alguns soldados americanos ficaram feridos, mas em condição estável.
Os Estados Unidos voltaram a classificar Maduro e sua esposa como “narcoterroristas”, acusando o líder venezuelano de chefiar o chamado Cartel de los Soles.
De acordo com Waltz, Maduro seria responsável por ações que desestabilizaram o hemisfério ocidental, além de envolvimento direto com o tráfico internacional de drogas e armas. O embaixador afirmou ainda que o venezuelano teria conspirado com grupos como o Hezbollah e com autoridades do Irã.
As autoridades americanas sustentam que todas as provas serão apresentadas à Justiça, onde Maduro deve responder pelos crimes de acordo com o Estado de Direito dos Estados Unidos.
Durante a sessão, o representante americano reforçou que os Estados Unidos não reconhecem Nicolás Maduro como presidente legítimo da Venezuela. Segundo Washington, o líder venezuelano não poderia ser considerado chefe de Estado, pois teria se mantido no poder por meio de fraudes eleitorais.
Diversos países também questionaram o resultado das eleições venezuelanas de 2024, alegando que não foram divulgadas atas que comprovassem a vitória de Maduro. A oposição afirma que o vencedor do pleito foi Edmundo González.
Waltz afirmou ainda que governos anteriores dos EUA tentaram uma solução diplomática para a crise venezuelana, mas que as propostas foram rejeitadas por Maduro.
A operação americana provocou reações imediatas no cenário internacional. China, Rússia e Colômbia criticaram duramente a ação, enquanto outros países adotaram tom mais cauteloso. O debate na ONU evidenciou a divisão entre os membros do Conselho sobre soberania, uso da força e legalidade internacional.
A expectativa é que o tema continue em pauta nos próximos dias, à medida que novas informações sobre o caso e sobre o processo judicial contra Maduro venham a público.
Leia também | Radares com IA identificam motoristas sem cinto e usando celular ao volante
Tags: Conselho de Segurança da ONU, ONU, Estados Unidos, Venezuela, Nicolás Maduro, crise diplomática, operação militar, política internacional, relações internacionais, narcotráfico, direito internacional, soberania nacional, geopolítica, CNN Brasil, Portal Terra Da Luz