

Filipe Martins foi condenado a 21 anos de prisão, sendo 18 anos e 6 meses de reclusão em regime inicialmente fechado, além de multa | Foto: frame/TV Senado
27 de dezembro de 2025 — A Polícia Federal (PF) prendeu neste sábado (27) Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento na chamada trama golpista que buscava manter Bolsonaro no poder após as eleições de 2022. A medida foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes e integra um conjunto de decisões judiciais após a tentativa de fuga de Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
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Segundo a PF, estão sendo cumpridos dez mandados de prisão domiciliar, todos com uso de tornozeleira eletrônica, contra condenados pelo STF no âmbito da tentativa de golpe de Estado. Além da prisão domiciliar, foram impostas medidas cautelares, como a proibição de uso de redes sociais, contato com outros investigados, entrega de passaportes, suspensão de documentos de porte de arma de fogo e restrição de visitas.
No caso de Filipe Martins, os agentes federais estiveram na residência do ex-assessor em Ponta Grossa (PR) para cumprir a decisão judicial. A informação foi confirmada pelo advogado Jeffrey Chiquini, que classificou a prisão como “abusiva” e afirmou que não há indícios concretos de risco de fuga.
Filipe Martins e Silvinei Vasques integram o chamado Núcleo 2 da organização criminosa apontada pelo STF. Martins foi condenado a 21 anos de prisão, sendo 18 anos e 6 meses de reclusão em regime inicialmente fechado, além de multa. Já Silvinei Vasques recebeu pena de 24 anos e 6 meses, com 22 anos de reclusão em regime fechado.
As ordens judiciais estão sendo cumpridas, além do Paraná, nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Bahia, Tocantins e no Distrito Federal, com apoio do Exército Brasileiro em parte das diligências.
As novas medidas determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes ocorreram após a tentativa de fuga de Silvinei Vasques, registrada na sexta-feira (26). O ex-diretor da PRF cumpria prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica, mas rompeu o equipamento e fugiu para o Paraguai.
De acordo com a decisão do STF, a tornozeleira parou de emitir sinal de GPS por volta das 3h da madrugada de quinta-feira (25). Agentes da PF foram até a residência de Vasques, em São José (SC), e constataram que ele não estava no local.
Silvinei acabou detido pelas autoridades paraguaias ao tentar embarcar em um voo para El Salvador e foi entregue à Polícia Federal brasileira na Ponte da Amizade, em Foz do Iguaçu (PR). Ele deve ser transferido para Brasília nas próximas horas.
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