

Conta foi criada com e-mail de Mauro Cid, confirma Meta ao STF | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
23 de junho de 2025 — A plataforma Meta informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o perfil do Instagram @gabrielar702 foi criado a partir de um endereço de e-mail vinculado ao tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro. A informação foi encaminhada em resposta a um pedido do ministro Alexandre de Moraes, que investiga o possível vazamento de informações sigilosas da delação premiada firmada por Cid com a Polícia Federal (PF).
Segundo a Meta, o perfil foi aberto a partir do e-mail maurocid@gmail.com. A empresa também confirmou que a conta já foi removida da plataforma. O Google também confirmou a existência do e-mail em nome de Mauro Cid, incluindo dados pessoais como sua data de nascimento (17 de maio de 1979).
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A investigação foi instaurada após a revista Veja publicar reportagem apontando que Mauro Cid teria mentido em depoimento ao STF, prestado em 9 de junho. Questionado sobre o perfil @gabrielar702 — que tem nome semelhante ao de sua esposa, Gabriela Cid — Cid afirmou não saber se a conta pertencia à sua mulher e negou ter usado redes sociais para se comunicar com investigados.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro sustenta que Cid utilizou o perfil para vazar informações de seus depoimentos, o que violaria as cláusulas da delação. O acordo impõe sigilo absoluto e prevê punições severas em caso de descumprimento, incluindo a perda de benefícios legais, como o direito de responder em liberdade.
Com base nessa suposta violação, a defesa de Bolsonaro solicitou a anulação do acordo de delação de Mauro Cid.
H3: Defesa de ex-assessor confirma conversa com Cid pelo perfil investigado
Na semana passada, o advogado Eduardo Kuntz, que representa o ex-assessor de Bolsonaro Marcelo Câmara, também afirmou ter se comunicado com Cid por meio do perfil @gabrielar702. Em uma das conversas, Cid teria reclamado que delegados da PF tentaram “colocar palavras” em sua boca, buscando que ele utilizasse o termo “golpe”.
Para provar sua identidade, Cid teria enviado uma foto a Kuntz, confirmando que se tratava de fato do ex-ajudante de ordens. Após esse episódio, o ministro Alexandre de Moraes determinou a prisão de Marcelo Câmara, por violação de medida cautelar que o impedia de usar redes sociais — inclusive por meio de advogados.
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Tags: Mauro Cid, delação premiada, STF, Alexandre de Moraes, Jair Bolsonaro, Polícia Federal, redes sociais, vazamento de delação, Meta Instagram, Marcelo Câmara, golpe 8 de janeiro, investigação STF, perfil falso, sigilo da delação, gabinete do ódio