

O ministro Edson Fachin durante sessão plenária do Supremo Tribunal Federal, em Brasília | Foto: Antonio Augusto/STF
28 de janeiro de 2026 – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, afirmou que a tendência é que o inquérito que apura irregularidades no Banco Master deixe a competência da Corte. A declaração foi dada nesta terça-feira (27), em entrevista ao blog da jornalista Ana Flor, do g1, ao comentar os desdobramentos do caso que envolve a instituição financeira liquidada pelo Banco Central e acusada de fraudes.
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Segundo Fachin, a permanência do inquérito no STF será reavaliada após a conclusão das etapas iniciais do processo, como a oitiva de depoimentos e a análise de documentos. “Há uma suscitação de que não há razão desse processo estar no STF. Provavelmente, quando o básico da instrução estiver concluído, ficará claro se a questão justifica ou não a permanência aqui. Há uma tendência, pelo que se verifica até agora, de que não se justifique”, declarou o ministro.
Atualmente, o inquérito do Banco Master está sob a relatoria do ministro Dias Toffoli. O magistrado, no entanto, tem sido alvo de críticas e acusações de possível favorecimento ao empresário Daniel Vorcaro, controlador da instituição, além de outros investigados no caso.
Dias Toffoli tem afirmado a interlocutores que não vê motivos para se declarar impedido ou suspeito na condução do inquérito. Ele sustenta que episódios questionados, como viagens em avião particular e negócios envolvendo familiares, não comprometem sua imparcialidade.
O decano do STF, ministro Gilmar Mendes, saiu em defesa do colega e afirmou que Toffoli possui uma trajetória marcada pelo compromisso com a Constituição. Gilmar também ressaltou que a atuação do relator segue os parâmetros do devido processo legal e já foi analisada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que considerou regular sua permanência à frente do caso.
Fachin, que anteriormente havia defendido a competência do STF para analisar o inquérito, evitou comentar diretamente a atuação de Toffoli, mas reforçou que acompanha atentamente a situação e não permanecerá inerte diante das controvérsias.
A pressão em torno do inquérito já teria causado desconforto no Palácio do Planalto. De acordo com apuração da Folha de S.Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acompanha de perto o andamento das investigações e, nos últimos dias, passou a sinalizar que não pretende fazer a defesa pública do ministro diante das críticas que cercam o caso Banco Master.
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