

Ex-príncipe Andrew aparece em imagem de arquivo em meio a revelações que reacendem o escândalo envolvendo Jeffrey Epstein e a monarquia britânica | Foto: reprodução/TV Globo
22 de fevereiro de 2026 – Novos documentos tornados públicos aprofundam a crise envolvendo o ex-príncipe Andrew, ao revelar mensagens privadas trocadas com o bilionário americano Jeffrey Epstein, condenado por tráfico sexual. As informações, divulgadas em reportagem do Fantástico, reforçam suspeitas de cumplicidade e colocam novamente a monarquia britânica sob pressão internacional.
Durante a juventude, Andrew foi um dos membros mais populares da realeza. Herói da Guerra das Malvinas, onde atuou como piloto de helicóptero em missões de resgate, o terceiro filho da Rainha Elizabeth II era frequentemente comparado a galãs de Hollywood. Décadas depois, vive o momento mais delicado de sua trajetória pública.
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Andrew foi detido na última quinta-feira (19) pela polícia britânica, suspeito de má conduta em cargo público. A investigação apura se ele teria usado sua posição oficial para enviar documentos confidenciais a Epstein, quando atuava como representante comercial do Reino Unido. Embora liberado após 12 horas, sem acusação formal, o ex-príncipe segue sob investigação e já responde como cidadão comum, após perder títulos e funções oficiais.
O desgaste da imagem de Andrew se intensificou com a divulgação de e-mails obtidos pelo Departamento de Justiça dos EUA. Nas mensagens, Epstein chamava o príncipe de “The Duke” ou “The Invisible Man”. Em um dos trechos mais comprometedores, Andrew escreve ao financista: “Parece que estamos nisso juntos. E vamos ter que superar”.
A principal acusadora foi a americana Virginia Giuffre, que relatou ter sido abusada aos 17 anos. Segundo ela, encontros com Andrew ocorreram em Londres, Nova York e na ilha particular de Epstein no Caribe, com intermediação de Ghislaine Maxwell.
Em 2022, Andrew firmou um acordo extrajudicial de cerca de 12 milhões de libras — aproximadamente R$ 84 milhões — sem admitir culpa. Virginia morreu em abril de 2025, aos 41 anos.
Os documentos também apontam ramificações do esquema no Brasil, incluindo registros de CPF e aquisição de imóvel em São Paulo por Epstein. O caso levou o Ministério Público Federal a abrir apuração sobre possível aliciamento de jovens brasileiras.
Os arquivos citam ainda figuras influentes como Bill Clinton, Deepak Chopra, Bill Gates, Donald Trump e Elon Musk, todos citados em registros ou comunicações associadas a Epstein, embora com diferentes contextos e negações.
Em 2025, o Rei Charles III retirou definitivamente de Andrew seus títulos honorários e o tratamento de “Alteza Real”. Isolado, o ex-herói nacional tenta agora explicar à Justiça britânica a profundidade de sua ligação com um dos maiores escândalos de abuso sexual do século.
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