

Primeira reunião em dois meses ocorre em meio à pressão internacional
23 de julho de 2025 — Negociadores da Rússia e da Ucrânia estão reunidos nesta quarta-feira (23) na Turquia para retomar as conversas de paz, após quase dois meses sem diálogo direto. Segundo a agência estatal russa TASS, o encontro está sendo realizado em Istambul e marca a terceira rodada de negociações no país desde o início do conflito, em fevereiro de 2022.
As duas rodadas anteriores aconteceram em 16 de maio e 2 de junho, resultando na troca de milhares de prisioneiros de guerra e nos corpos de soldados mortos, mas sem progresso concreto em direção a um cessar-fogo ou acordo de paz duradouro.
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Apesar da retomada das conversas, o governo russo já sinalizou que não há razões para otimismo neste momento. “Não esperem milagres”, alertou um representante de Moscou, sinalizando que as exigências russas permanecem firmes.
Enquanto isso, a Ucrânia reforça o pedido por apoio internacional para garantir sua integridade territorial. A reunião foi confirmada na semana passada pelo presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, que segue buscando maior engajamento de aliados ocidentais.
Na última semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou aplicar novas sanções severas à Rússia e a países que importem seus produtos, caso um acordo de paz não seja firmado em até 50 dias.
Contudo, de acordo com três fontes próximas ao Kremlin ouvidas pela agência Reuters, o presidente russo Vladimir Putin não se mostra intimidado pelo ultimato. Segundo essas fontes, Putin pretende continuar avançando militarmente até que o Ocidente aceite seus termos de paz — e, inclusive, estaria disposto a ampliar suas exigências territoriais caso obtenha ganhos no campo de batalha.
A retomada do diálogo em Istambul representa um esforço diplomático relevante, mas o cenário permanece incerto e sem previsão de encerramento da guerra, que já dura quase três anos e meio.
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Tags: negociações de paz, Rússia, Ucrânia, guerra no leste europeu, Vladimir Putin, Volodymyr Zelensky, Istambul, diplomacia internacional, sanções econômicas, Donald Trump