

Jasveen Sangha foi condenada a 15 anos de prisão nesta semana | Foto: reprodução/Fantástico
13 de abril de 2026 – Uma investigação conduzida por autoridades dos Estados Unidos revelou os bastidores de um esquema de fornecimento de drogas para a elite de Hollywood, tendo como figura central a britânica Jasveen Sangha, apontada como “rainha da cetamina”.
Nascida em uma família rica e com histórico ligado ao luxo, Sangha foi condenada a 15 anos de prisão após ser considerada peça-chave na distribuição de substâncias como cetamina, cocaína e medicamentos controlados para clientes de alto padrão, incluindo o ator Matthew Perry, conhecido pela série “Friends”, morto por overdose em 2023.
A apuração, exibida pelo programa Fantástico com base em reportagem da BBC, mostra que a atuação da acusada fazia parte de uma rede mais ampla, envolvendo inclusive profissionais da área da saúde.
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Segundo promotores norte-americanos, Jasveen Sangha mantinha um grande estoque de drogas em um apartamento em Los Angeles, onde também foi encontrada uma arma durante operação do FBI.
A repórter Amber Haque, da BBC, relatou o estilo de vida discreto, porém luxuoso, da acusada. “Ela ia e vinha muito e nunca parecia estabelecida”, afirmou.
Para o investigador Bill Bodner, que liderou o caso, Sangha desempenhava um papel central na operação. “Ela era, em essência, a chefona. Uma traficante com grande estoque”, declarou.
Ainda de acordo com as autoridades, a britânica teria fornecido cetamina em episódios ligados a pelo menos duas mortes, incluindo a de Matthew Perry.
Pessoas próximas à acusada contestam a imagem de liderança no tráfico. Tony Marquez, que afirma ter sido amigo de Sangha, nega que ela fosse conhecida por esse apelido.
“Ninguém a conhecia como ‘rainha da cetamina’. Isso é coisa da mídia”, disse.
Outro conhecido, Jash Negandhi, também questiona o envolvimento direto dela no caso do ator. “Eu não acho que foi ela que iniciou a transação”, afirmou.

A investigação revelou que Matthew Perry teve contato inicial com a cetamina por meio de tratamento médico, em clínicas de reabilitação na Europa e nos Estados Unidos.
Apesar de ser utilizada em contextos terapêuticos, a substância apresenta alto potencial de dependência. Um especialista ouvido pela reportagem alertou: “Há benefícios, mas o potencial de abuso é alto”.
Com o avanço do vício, o ator teria passado a buscar alternativas fora do sistema médico, chegando a adquirir a droga por meio de intermediários, incluindo Sangha, segundo os investigadores.
A morte de Matthew Perry, em outubro de 2023, desencadeou a acusação de cinco pessoas. Dois médicos já se declararam culpados por fornecer a substância, enquanto Sangha e outros suspeitos respondem pelas acusações.
Para Bill Bodner, a responsabilidade pelo caso é compartilhada. “Os mais culpados são os médicos, porque sabiam do histórico de vício. Sangha é uma traficante relevante, mas não tinha acesso direto à casa dele”, afirmou.
O caso evidencia não apenas a atuação de redes ilegais de fornecimento de drogas, mas também fragilidades no acompanhamento de pacientes com histórico de dependência química.
Ao final, especialistas apontam que a tragédia vai além de um único culpado, revelando falhas sistêmicas que contribuíram para o desfecho fatal.
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