

Armas de fogo são exibidas durante coletiva de imprensa, que a polícia informou terem sido apreendidas na operação policial mais letal da história do Brasil, no Rio de Janeiro, em 29 de outubro de 2025. REUTERS/Tita Barros
29 de outubro de 2025 — A Polícia Civil do Rio de Janeiro confirmou nesta quarta-feira (29) que as 118 armas apreendidas durante a megaoperação realizada nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte da capital fluminense, somam valor estimado em R$ 5,4 milhões. Entre o material confiscado estão 91 fuzis de guerra, além de pistolas, explosivos e acessórios de precisão.
De acordo com as investigações em andamento, parte das armas de alto poder de letalidade estava nas mãos de traficantes oriundos de outros estados, que se abrigavam nas comunidades controladas pela facção Comando Vermelho (CV). A operação, considerada a mais letal da história do estado, deixou mais de 120 mortos.
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As autoridades destacaram que inscrições gravadas nos fuzis chamaram a atenção dos investigadores. Em pelo menos duas armas foram identificadas as siglas CV AM — referência ao Comando Vermelho do Amazonas — e, em outra, a expressão “tropa de Manaus”, o que reforça a tese de que parte do arsenal era utilizada por criminosos vindos de fora do Rio.
“Entre os 113 presos na operação há traficantes de outros estados. As inscrições encontradas nas armas indicam que algumas delas eram usadas por esses bandidos”, afirmou o delegado Carlos Oliveira, subsecretário de Planejamento Operacional da Polícia Civil.
Segundo o delegado, os fuzis apreendidos estavam equipados com lunetas de precisão e miras holográficas, que aumentam a capacidade de acerto a longas distâncias. “Esses acessórios tornam o tiro mais preciso e letal, permitindo que o atirador acerte o alvo a mais de uma centena de metros”, explicou Vinicius Cavalcante, presidente do Conselho Empresarial da Associação Comercial do Rio e especialista em armamentos.
Dos 91 fuzis, 19 foram encontrados com um grupo de 25 criminosos na Vila Cruzeiro, na Penha. O grupo invadiu uma casa e fez uma moradora refém antes de se render à polícia. Todos foram levados à Cidade da Polícia, no Jacaré.
Além dos fuzis, as Polícias Civil e Militar apreenderam 26 pistolas, um revólver e 14 artefatos explosivos. Segundo as autoridades, todo o material estava em perfeito estado de uso e teria sido empregado nos confrontos contra os 2.500 agentes que participaram da operação. As armas passarão por perícia e rastreamento de origem.
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