

Foragidos do sistema presidiário de Belo Horizonte | Foto: Sejusp/divulgação
24 de dezembro de 2025. Quatro detentos fugiram do sistema prisional de Belo Horizonte (MG) após utilizarem alvarás de soltura falsificados inseridos no Banco Nacional de Mandados de Prisão, sistema administrado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A fuga ocorreu no sábado (20) e, até a noite desta terça-feira (23), apenas um dos envolvidos havia sido recapturado. Os outros três seguem foragidos.
De acordo com as investigações, a ação criminosa foi coordenada por um hacker preso no início de dezembro, apontado como especialista em fraudes eletrônicas contra sistemas judiciais. Ele estaria entre os detentos beneficiados com os documentos falsos.
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Segundo a apuração policial, os detentos utilizaram habeas corpus e alvarás de soltura falsificados, que foram inseridos de forma fraudulenta no sistema nacional. A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp) recebeu as informações e, com base nos dados adulterados, autorizou a liberação dos presos.
Os fugitivos foram identificados como Ricardo Lopes de Araújo, Wanderson Henrique Lucena Salomão, Nikolas Henrique de Paiva Silva e Júnio Cezar Souza Silva — este último já foi localizado e preso novamente pelas forças de segurança.
Ricardo Lopes de Araújo, conhecido como “Dom”, é apontado como o mentor da fraude. Ele foi preso em 10 de dezembro durante a operação “Veredicto Sombrio”, deflagrada pela Polícia Civil, que resultou na prisão de nove suspeitos envolvidos em uma organização criminosa especializada em crimes cibernéticos.
O grupo é acusado de tentar liberar valores bloqueados pela Justiça, além de alterar dados de mandados de prisão e alvarás de soltura em sistemas judiciais, com foco especial no CNJ.
Em nota oficial, o Conselho Nacional de Justiça afirmou que não houve invasão ou violação estrutural dos sistemas sob sua administração. Segundo o órgão, o caso envolve o uso fraudulento de credenciais legítimas de acesso, obtidas de forma ilícita por terceiros.
O CNJ informou ainda que as ordens fraudulentas foram identificadas em menos de 24 horas e imediatamente canceladas, com a restauração dos mandados de prisão. O órgão também comunicou que acionou rapidamente as autoridades estaduais e federais para auxiliar na recaptura dos foragidos.
A Secretaria de Justiça de Minas Gerais informou que instaurou procedimentos internos para apurar as circunstâncias da fuga no Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) Gameleira, em Belo Horizonte. Além da apuração administrativa, o caso também segue sob investigação criminal.
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