

Cápsula Orion enfrenta calor extremo durante reentrada na atmosfera terrestre em etapa decisiva da missão Artemis II | Foto: nasa
10 de abril de 2026 – A missão Artemis II entra em sua fase final nesta sexta-feira (10), com a reentrada da cápsula Orion na atmosfera terrestre — considerada o momento mais crítico de toda a operação.
Durante essa etapa, a nave enfrenta temperaturas extremas provocadas pelo atrito com a atmosfera, sendo protegida por um escudo térmico desenvolvido para suportar calor intenso e garantir a segurança da tripulação.
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Antes da descida, os astronautas realizam uma série de procedimentos técnicos ao longo do dia. A configuração da cabine está prevista para o período da tarde, seguida por uma correção de trajetória que ajusta o retorno à Terra.
A partir da noite, a NASA inicia a cobertura ao vivo do processo. Entre os momentos mais importantes está a separação entre o módulo de tripulação e o módulo de serviço, etapa essencial para o início da descida.
Pouco depois, a cápsula entra nas camadas mais densas da atmosfera, no ponto conhecido como “interface de entrada”, quando começa a enfrentar o aquecimento mais intenso. O pouso está previsto para ocorrer no Oceano Pacífico, onde equipes de resgate aguardam para recuperar os astronautas.
A missão conta com quatro astronautas a bordo: Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen.
Após o resgate, está prevista uma coletiva de imprensa no Centro Espacial Johnson, em Houston, para apresentar os resultados da missão.
O principal ponto de atenção da reentrada é o desempenho do escudo térmico da Orion, responsável por proteger a cápsula de temperaturas que podem ultrapassar 2.700 °C.
O componente já havia sido alvo de questionamentos após a missão Artemis I, quando apresentou danos inesperados durante o retorno à Terra.
“Este é um escudo térmico defeituoso. Não há dúvida: este não é o escudo térmico que a NASA gostaria de fornecer aos seus astronautas”, afirmou o ex-astronauta Danny Olivas, que participou da revisão técnica do equipamento.
Na ocasião, o escudo apresentou rachaduras e perda de material, levando à abertura de investigações e ajustes antes da nova missão tripulada.
A reentrada ocorre em altíssima velocidade — superior a 30 vezes a velocidade do som —, provocando uma compressão intensa das moléculas de ar ao redor da nave.
Esse fenômeno gera calor extremo na superfície da cápsula, tornando o funcionamento correto do escudo térmico essencial para a segurança da tripulação.
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