

Mestre Ciça se emociona durante o desfile campeão do Carnaval 2026, na Marquês de Sapucaí | Foto: Foto: Alexandre Macieira/Riotur
18 de fevereiro de 2026 – A Unidos do Viradouro é a grande campeã do Carnaval 2026 no Rio de Janeiro. A Vermelha e Branca de Niterói alcançou seu quarto título ao apresentar o enredo “Pra cima, Ciça!”, uma homenagem em vida a Moacyr da Silva Pinto, o Mestre Ciça, de 69 anos, figura histórica e comandante da bateria da escola.
O desfile, realizado como o terceiro da segunda-feira (16), foi marcado por emoção intensa, criatividade cênica e momentos inesperados que levaram o público e os próprios componentes às lágrimas. A apresentação arrebatadora garantiu à Viradouro a pontuação máxima de 270 pontos nas notas válidas, com gabarito em todos os nove quesitos avaliados.
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Na apuração, a Viradouro não deu margem para dúvidas. Mesmo recebendo notas 9,9 em Fantasias e Samba-Enredo — posteriormente descartadas conforme o regulamento — a escola manteve a liderança absoluta. O vice-campeonato ficou com a Beija-Flor de Nilópolis, que somou 269,9 pontos, seguida pela Vila Isabel, também com 269,9, mas atrás no critério de desempate, o quesito Harmonia.
Completaram o grupo das seis primeiras colocadas — e que retornam no Sábado das Campeãs (21) — o Salgueiro, a Imperatriz Leopoldinense e a Mangueira. Já a Acadêmicos de Niterói terminou na última posição e foi rebaixada para a Série Ouro.
O ponto alto do desfile veio logo na comissão de frente, quando o próprio Mestre Ciça surgiu inesperadamente na encenação. A abertura contou a trajetória do pequeno Moacyr no mundo do samba, representado pelo menino Vitor Gabriel, até o momento em que o homenageado se revelou ao público, arrancando aplausos e emoção coletiva.
A encenação incluiu efeitos teatrais, um tripé em forma de apito gigante, referência aos arcos da Sapucaí, e até uma simulação dramática de retirada do mestre da avenida, que fazia parte da coreografia. Minutos depois, Ciça reapareceu no último carro alegórico, regendo a bateria do alto de um púlpito, em um dos momentos mais simbólicos da noite.
O desfile seguiu com uma sequência de homenagens que reuniu mestres de bateria de diferentes escolas, além do casal Claudinho e Selminha Sorriso. O carnavalesco Paulo Barros também participou da apresentação, visivelmente emocionado ao cruzar a Marquês de Sapucaí.
Outro destaque foi o retorno da atriz Juliana Paes como rainha de bateria da Viradouro, após 18 anos afastada do posto. A escola ainda fez uma referência direta ao desfile de 2007, recriando a icônica cena em que a bateria desfilou sobre um carro alegórico, agora liderada por Ciça e Juliana.
Com um espetáculo que uniu rigor técnico, inovação e emoção genuína, a Viradouro voltou ao topo do carnaval apenas dois anos após o título de 2024, reafirmando sua força no Grupo Especial e escrevendo mais um capítulo marcante na história da Sapucaí.
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