

Reservatórios que atendem regiões metropolitanas estão em níveis críticos; autoridades alertam para necessidade de economia de água | Foto: Jornal Nacional/ reprodução
30 de dezembro de 2025 – O calor intenso aliado à escassez de chuvas volta a acender o alerta sobre o abastecimento de água em diversas regiões do país. Reservatórios que atendem grandes centros urbanos operam em níveis críticos, aumentando o risco de desabastecimento e levando autoridades a reforçarem o apelo por economia de água.
O cenário se repete com frequência cada vez maior: temperaturas elevadas impulsionam o consumo, enquanto os mananciais apresentam queda acelerada nos volumes armazenados. Especialistas apontam que a combinação é resultado direto das mudanças climáticas e da pressão crescente sobre os sistemas de abastecimento.
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Em Minas Gerais, o sistema Paraopeba, responsável pelo abastecimento de cerca de 3,5 milhões de pessoas na Região Metropolitana de Belo Horizonte, opera com aproximadamente 46% da capacidade. Em cidades como Contagem, moradores já enfrentam dias sem água nas torneiras, situação que se agrava durante o período de férias escolares e festas de fim de ano.
Em São Paulo, os efeitos da estiagem vêm sendo sentidos desde agosto, quando a Sabesp passou a reduzir a pressão da água durante a madrugada. A medida, adotada para evitar perdas com vazamentos, afeta principalmente imóveis sem caixa-d’água ou localizados em áreas mais altas. Em alguns bairros, famílias têm recorrido ao armazenamento improvisado para garantir o mínimo necessário para tarefas básicas.
A lembrança da crise hídrica de 2014 e 2015 preocupa autoridades e especialistas. Naquele período, foi necessário recorrer ao chamado “volume morto” — a reserva técnica dos mananciais, geralmente não utilizada para abastecimento regular. Pesquisadores alertam que os níveis atuais dos reservatórios da Região Metropolitana de São Paulo já estão abaixo dos registrados no período pré-crise.
O sistema Cantareira, que abastece cerca de 46% da população da Grande São Paulo, apresentou queda expressiva no volume armazenado em relação ao fim de 2024. Em algumas represas, a paisagem de terra seca ao redor da lâmina d’água evidencia a gravidade da situação.
Segundo o governo paulista, o monitoramento dos reservatórios é constante e, embora o racionamento ainda não esteja em curso, medidas mais duras não estão descartadas caso a situação se agrave. Além de obras estruturantes e redução de perdas na rede, o consumo consciente é apontado como fundamental para garantir segurança hídrica.
Autoridades reforçam a importância de atitudes simples no dia a dia, como evitar lavar calçadas com mangueira, fechar a torneira ao escovar os dentes e reduzir o tempo de banho. Pequenas ações, destacam especialistas, podem fazer grande diferença em um cenário marcado por mudanças climáticas e eventos extremos cada vez mais frequentes.
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