

Turista brasileira cai em montanha e desaparece na Indonésia | Foto: reprodução/Redes Sociais
22 de junho de 2025 — O que era para ser mais uma aventura inesquecível pela Ásia se transformou em uma luta pela sobrevivência. A brasileira Juliana Marins, de 26 anos, desapareceu após sofrer uma queda de aproximadamente 300 metros durante uma trilha no Monte Rinjani, em Lombok, na Indonésia. Ela participava de uma expedição com outros cinco turistas e um guia local.
Natural de Niterói (RJ) e formada em Publicidade pela UFRJ, Juliana estava sozinha em um mochilão pela Ásia desde fevereiro, já tendo passado por Filipinas, Vietnã e Tailândia antes de chegar à Indonésia.
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De acordo com os relatos dos colegas de trilha, as condições eram extremamente adversas: frio intenso, pouca visibilidade e terreno escorregadio, ainda escuro pela madrugada. A italiana Federica Matricardi e o francês Antoine Le Gac, que estavam no grupo, relataram que Juliana caminhava mais lentamente, acompanhada do guia, mas acabou ficando para trás sozinha.
Segundo autoridades locais, a brasileira caiu em uma área rochosa e ficou presa em uma fenda, sem agasalho adequado e sem os óculos, o que agravou sua situação por conta da miopia.
A informação do acidente chegou ao Brasil por meio de imagens divulgadas em redes sociais, reconhecidas pela irmã de Juliana, Mariana Marins. Desde então, a família busca informações e enfrenta desencontros de versões entre autoridades locais e brasileiros residentes na Indonésia.
Um dos principais pontos de revolta da família foi um vídeo falso que indicava que Juliana havia sido resgatada e recebido comida, o que mais tarde foi desmentido. “Chegamos a comemorar. Foi um choque descobrir que era mentira”, disse Mariana.
O embaixador do Brasil na Indonésia admitiu, em contato com a TV Globo, que repassou informações incorretas no início, com base em dados imprecisos das autoridades locais. As buscas por Juliana foram intensificadas com o uso de drones térmicos, mas forte neblina suspendeu temporariamente as operações.
Juliana está desaparecida há mais de 48 horas, e cada minuto é decisivo diante das condições adversas da montanha, onde a temperatura é extremamente baixa e o terreno é hostil à permanência prolongada.
A irmã da brasileira segue acreditando em um desfecho positivo.
“Eu acredito que minha irmã está viva”, afirmou Mariana.
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