

Sessão do STF prevista para esta terça-feira (15) deve discutir questões relacionadas ao relatório da Polícia Federal que cita o ministro Alexandre de Moraes e envolve o caso Master. | Foto: REUTERS/Adriano Machado
14 de setembro de 2026 – O Supremo Tribunal Federal (STF) chega às vésperas da sessão marcada para esta terça-feira (15) ainda sem uma definição sobre o rito e o quórum que serão adotados para analisar o relatório da Polícia Federal que reúne mensagens enviadas pelo empresário Daniel Vorcaro e cita o ministro Alexandre de Moraes.
Nos bastidores, ministros discutem se Moraes e André Mendonça devem participar da sessão que poderá decidir sobre a regularidade do relatório. O documento da Polícia Federal reúne 52 mensagens de Vorcaro relacionadas ao ministro.
Até o momento, o STF confirmou que a sessão será transmitida pela TV Justiça e que o acesso ao plenário será restrito. A participação de Moraes, porém, permanece em discussão.
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Moraes, que é citado no relatório da PF, indicou em conversas internas que ainda não havia decidido se pediria para se manifestar durante a sessão e se participaria da votação.
Uma ala do Supremo avalia que o ministro deveria evitar comparecer ao plenário para não provocar eventual pressão sobre os demais integrantes da Corte durante a análise do caso.
Ao mesmo tempo, ministros alinhados a Moraes discutem a possibilidade de apresentar uma questão de ordem para questionar a participação de André Mendonça no julgamento.
O argumento é que os questionamentos relacionados à condução do relatório sobre Moraes poderiam impedir Mendonça de participar da análise. A Procuradoria-Geral da República (PGR) já defendeu a nulidade do relatório e apontou questionamentos sobre a atuação do ministro na condução das medidas determinadas à Polícia Federal.
Segundo a PGR, Mendonça teria direcionado a coleta de dados contra Moraes e não teria consultado a Presidência do STF antes da adoção das medidas envolvendo outros ministros. Caso os integrantes da Corte não decidam espontaneamente pelo afastamento, uma das possibilidades é que a questão seja submetida ao plenário.
Ao assumir a relatoria do caso envolvendo Moraes para a sessão, o presidente do STF, Edson Fachin, afirmou que, dependendo do resultado da análise, poderá ser aplicado dispositivo do Código de Processo Civil relacionado ao impedimento do relator.
Fachin conversou com Mendonça no sábado (12) sobre a medida. A iniciativa foi elogiada por ministros alinhados a Moraes.
Outra questão que pode ser analisada envolve a participação de ministros que teriam sido citados, direta ou indiretamente, no material relacionado ao caso Master.
Entre eles estão Dias Toffoli, Kassio Nunes Marques e Luiz Fux. Toffoli deixou a relatoria do caso Master depois que a Polícia Federal apontou uma relação entre o ministro, uma empresa da família e Daniel Vorcaro.
No caso de Nunes Marques e Fux, há possíveis menções a filhos dos ministros no material. Os três negam qualquer irregularidade.
A tendência, segundo informações de bastidores, é que o plenário permita a participação de Fux e Nunes Marques na análise.
O quórum necessário para a sessão também pode ser colocado entre as questões preliminares. A definição é considerada relevante para determinar como o Supremo poderá avançar na análise do relatório da Polícia Federal.
Nos bastidores, ministros não descartam a apresentação de um pedido de vista ou até mesmo o adiamento da sessão para que sejam discutidas as questões envolvendo Moraes.
Também permanece em aberto a possibilidade de haver debate sobre a realização da sessão em caráter fechado.
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Tags: STF, Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, André Mendonça, Edson Fachin, Polícia Federal, PF, Daniel Vorcaro, caso Master, Dias Toffoli, Kassio Nunes Marques, Luiz Fux, Procuradoria-Geral da República, PGR, Justiça, política, Poder Judiciário, Portal Terra da Luz