

Grupo Sefert entra em recuperação judicial para renegociar dívida estimada em R$ 240 milhões no agronegócio | Foto: divulgação/Sefert
30 de agosto de 2026 – O Grupo Sefert, que atua em diferentes segmentos do agronegócio, entrou em recuperação judicial para renegociar uma dívida estimada em R$ 240 milhões.
O pedido foi deferido pela Justiça de São Paulo em meio a uma crise financeira provocada pelo aumento do endividamento e por perdas nas atividades agrícolas.
Entre os principais credores do grupo estão Banco do Brasil, Santander, Itaú e Sicoob Paulista.
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A recuperação judicial tem como objetivo permitir que a companhia reorganize os débitos e preserve a continuidade das operações.
O processo abre caminho para que o grupo negocie as dívidas com os credores dentro das regras previstas na legislação.
A medida busca evitar que a pressão financeira comprometa as atividades da empresa.
A partir do deferimento da recuperação judicial, a companhia deverá apresentar um plano de reorganização das dívidas, que será submetido à análise dos credores.
Fundado em 2008, em Santa Cruz do Rio Pardo, no interior de São Paulo, o Grupo Sefert iniciou as atividades com uma revenda de sementes e fertilizantes.
Com o tempo, a companhia ampliou a atuação para outros segmentos do agronegócio.
Entre as áreas de operação estão defensivos agrícolas, nutrição animal, transportes e irrigação.
De acordo com informações apresentadas no processo, parte do endividamento está relacionada ao movimento de expansão da companhia.
O grupo tomou recursos para financiar a aquisição de áreas rurais, novos arrendamentos, compra de gado e terras.
Esse processo aumentou a necessidade de capital e elevou os compromissos financeiros da empresa.
A estratégia de crescimento ocorreu em um período de forte impacto sobre a produção agrícola.
Segundo informações apresentadas pela empresa, uma quebra de safra em 2023 provocou queda de aproximadamente 57% na produtividade da soja.
A redução da produção afetou a geração de caixa das operações rurais justamente em um momento em que o grupo já tinha maior volume de compromissos financeiros.
Além da menor produtividade, a companhia enfrentou os efeitos da oscilação dos preços das commodities e do aumento dos custos.
A combinação desses fatores pressionou ainda mais o fluxo de caixa do grupo.
Com a recuperação judicial, a empresa busca criar condições para renegociar prazos, valores e formas de pagamento com os credores.
O caso do Grupo Sefert ocorre em um contexto de maior pressão financeira sobre empresas e produtores do agronegócio.
Endividamento, custos elevados, oscilações de preços e perdas climáticas têm ampliado a busca por mecanismos de reorganização financeira no setor.
A recuperação judicial, nesse cenário, funciona como instrumento legal para tentar preservar atividades produtivas, empregos e relações comerciais.
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