

Treinador afirmou que a derrota representa o início de um novo ciclo para a seleção brasileira. | Foto: EPA
06 de julho de 2026 – A eliminação da seleção brasileira nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, após derrota por 2 a 1 para a Noruega, no último domingo (5), em Nova Jersey (Estados Unidos), marcou a pior campanha do Brasil desde 1990. Apesar do resultado, o técnico Carlo Ancelotti demonstrou confiança no futuro da equipe e afirmou que este é apenas o começo de um novo ciclo.
Em entrevista coletiva, o treinador italiano lamentou o resultado, mas destacou o desempenho do grupo durante a competição.
“Estamos muito tristes pelo resultado, mas [a Copa] foi uma experiência bonita, com um bom grupo. Quero agradecer aos jogadores, que trabalharam bem, criaram um bom ambiente. Mas no esporte, nem tudo sai perfeito. Acho que [pelo] esforço de hoje não merecia perder, mas temos de reconhecer, também, que a equipe rival tem, como já disse, jogadores muito bons e que fizeram a diferença”, afirmou Ancelotti.
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Mesmo criando boas chances de gol, a seleção brasileira não conseguiu transformar o volume ofensivo em vantagem no placar. Ainda no primeiro tempo, Bruno Guimarães desperdiçou uma cobrança de pênalti quando a partida seguia empatada sem gols.
Durante boa parte do confronto, o Brasil apostou nos contra-ataques, enquanto a Noruega controlou a posse de bola, encerrando a partida com 581 passes contra 291 da equipe brasileira.
Segundo Ancelotti, a estratégia foi adotada para evitar espaços ao atacante Erling Haaland, autor dos dois gols da vitória norueguesa.
“O jogo de hoje me parecia controlado. Tivemos oportunidades. Era complicado fazer uma pressão alta [marcar desde a saída de bola] porque, na Noruega, o Odegaard recuava muito, então era um risco para deixar o Haaland no um contra um”, explicou.
“Eles tentaram manter a intensidade do jogo com a posse da bola. Nós, durante 70 minutos, tivemos o jogo sob controle. Mas o Haaland acabou decidindo”, completou.
Questionado sobre a decisão de colocar Bruno Guimarães como cobrador da penalidade, em vez de Vinícius Júnior, Ancelotti afirmou que a escolha foi baseada em dados estatísticos.
“Fizemos uma estatística de um ano, dos [jogadores] rivais e dos nossos. O melhor [em cobranças de pênalti] era Neymar. Daí Igor Thiago, Raphinha e depois o Bruno Guimarães. E depois o Martinelli. Pensamos no que era melhor em campo”, justificou.
Com contrato renovado até 2030, Carlo Ancelotti já começou a projetar o próximo ciclo da seleção brasileira, que terá como objetivo a Copa do Mundo sediada por Portugal, Espanha e Marrocos.
Embora a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ainda não tenha oficializado os compromissos, a Federação Australiana anunciou dois amistosos contra o Brasil para os dias 25 e 29 de setembro, nas cidades de Townsville e Brisbane.
Para o treinador, a eliminação deve servir como aprendizado para fortalecer a equipe nos próximos anos.
“Agora temos que manejar a tristeza e depois pensar no que pode ser o futuro desta seleção, que tem um grupo sólido de jovens, outros mais veteranos que podem continuar e jogadores que podem entrar. Quando passamos por um momento assim, temos de pensar que uma derrota é também um começo. Temos de seguir melhorando. Não é o fim. É o início de um novo ciclo”, concluiu Ancelotti.
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